das surpresas

a gente se acha no controle de tudo, se não de tudo, pelo menos da parte que nos cabe no nosso latifúndio.

a gente acha que pode controlar as pequenas coisas, e também aquelas maiores. a gente gosta dessa sensação de controlar aquilo que chamamos de nossa vida.

mas a vida como bem sabemos, e fingimos que esquecemos, está sempre disposta a nos mostrar que as coisas não são bem assim, preto no branco, que nem sempre dois e dois são quatro, que nem sempre é o que parece ser…

e foi assim, nessa certeza de que tudo estava no seu lugar, que não haveria grandes mudanças no porvir, que 2018 não me reservava nenhuma grande surpresa – justo eu tão escaldada pela vida e suas reviravoltas – foi assim que me descobri grávida pela terceira vez!

e assim, há catorze semanas e meia, minha surpresa tem um coração a bater mais rápido que o meu, e cresce, cresce, cresce…

será outro bebê de primavera e outra primavera se fará em mim!

mas até lá que eu viva um dia de cada vez, para não perder as boas surpresas da vida, como já bem disse alguém que não me lembro agora. e com a certeza de que a vida, essa a gente não controla. ainda bem!

Outonando

and all at once, summer collapsed into fall – oscar wilde

os ventos do outono chegaram junto com suas cores e sua luz própria. oficialmente a temporada de apanhar castanhas e frutas vermelhas chegou, e não vejo a hora de perfumar a casa com cheiro de compotas e tortas de maçã.

é tempo também de tomar mais chá, demorados banhos de banheira, bebericar um bom vinho durante a noite, ler e tricotar mais, vestir as crianças (e nós também) em camadas.

outono também é tempo de preparar o jardim para o inverno e vê-lo adormecer aos poucos; de preparar a casa e alma para os dias da sensação do sol esquentar os ossos forem apenas uma lembrança.

não me levem a mal, eu gosto do verão com seus dias que parecem não ter fim, das noites quentes a soprar um vento morno, e das longas conversas na grama regada a vinho gelado.

mas o outono, oh boy, o outono! minha estação favorita! com suas cores e aromas e seu refresco.

outono é a preparação para uma mudança maior; mudança tema que me é tão familiar e tão caro. é sobre desfolhar-se sem medo do inverno escuro e gelado, porque depois tudo vira primavera. e começa uma outra celebração🍁

aos pequenos prazeres

Eu jurava que fazia mais de um ano que eu não escrevia por aqui, tamanha a falta que eu sinto de escrever.

Quando a gente fica longe do que a gente gosta, o tempo parece muito maior, a falta parece grudar na gente.

E eu sempre procurando o melhor dia, a melhor hora, a melhor forma de passar por aqui.

Quando não existe a melhor hora, o melhor dia, a melhor forma de fazer as coisas. O melhor é o agora, né!

Se não prejudica você e nem ninguém, deu vontade vai lá e faz!

A vida já é cheia de regrinhas, rotinas, rótulos… pra quê complicar nas coisas que a gente mais gosta, que nos dá prazer?

Parece que a gente faz uma espécie de auto-sabotagem conosco, que caso as coisas não estejam de acordo com nosso quadro mental de perfeição não podemos nos dar meia hora no dia para fazer aquilo que nos dá prazer porque nos parece errado.

Nos parece errado tomar aquele café com calma, nos parece errado alongar aquela conversa, nos parece errado tirar aquela soneca, esticar o caminho só para passar em frente daquele lugar bonito, ou encurtá-lo só para chegar mais cedo em casa e se esparramar no sofá para assistir aquele episódio em plena quarta-feira!

Parece tanta contravenção dentro de uma rotina por vezes rígida, por vezes quadrada.

Somos adultos, sabemos que não é possível fazer só o que se gosta o tempo todo. Temos contas para pagar, responsabilidades dentro e fora de casa, e por aí vai.

Mas o meu ponto é, desde o começo do texto, que por conta do emaranhado de nós dessa vida adulta a gente se perde nessa adultisse e se esquece de nos fazer um agrado, um carinho.

Eu decidi que não precisa ser nada de grandioso, nada que exija um planejamento. Basta um parágrafo no meu caderno de anotações, basta tomar um chá sozinha na hora da soneca da minha filha, basta uma gentileza comigo mesma, ouvir músicas preferidas…

E que apesar da lida preocupada, corrida, suada, batida* eu consiga ver e me conceder um pequeno prazer. Para poder levar a vida pro lado contrário da dor **.

E que em plena segunda-feira, data em que escrevo este texto, possamos trazer um pouco de um domingo preguiçoso e ensolarado pra segurar o rojão.

* e ** da canção Bom Tempo de Chico Buarque

pequenas notas para mim mesma

nunca deixe a roupa acumular

nem a louça que parece se reproduzier em velocidade absurda

não deixe a bagunça tomar conta do quarto, da sala, da bancada, da mente

diga sim quando realmente quiser, e use o não com mais frequência

envie aquela carta

convide aquela pessoa para um Café

faça aquele telefonema

admita que acha um porre a obrigação de ser feliz o tempo todo

permita-se a felicidade mesmo que fora de hora

seja gentil consigo mesma

pega leve nas cobranças – consigo e com os outros

baixe as expectativas

não duvide de você

respeite o Tempo, tudo passa, isso também passará

respira fundo

beba mais água

e saiba que em alguns (muitos) dias você vai querer mandar tudo e todos às favas

e vai ser ótimo se você realmente mandar mesmo

mas a louça, por favor, não deixe a louça acumular

“less is more”


eu sempre achei muito chique aquelas pessoas cujas vidas cabem numa mala e numa caixa de papelão. já reparou nelas em filmes? aquelas que dizem: vou-me embora! e ao abrirem o guarda-roupa, todos os pertences cabem na única mala da Casa? seriam elas hoje as chamadas minimalistas? ou tais pessoas só existem na ficção mesmo? 

não sei dizer, mas sei que as do primeiro grupo rendem reportagens de revista e livros de auto-ajuda. já eu, particularmente, nunca fui nem minimalista e nem imitei a ficção. porque a bem da verdade, nem uma mala para passar um fim de semana na cidade ao lado eu sei arrumar. 

 mas durante esta minha vida mambembe, eu tive que aprender na raça, a minimizar. e toda vez que me mudo, e foram muitas mudanças na última década, eu juro – sempre no calor da hora-  que não comprarei uma agulha sequer.  o que acaba nunca acontecendo, porque minha memória sempre apaga o caos de toda mudança. faz desaparecer os momentos de desespero onde me pergunto do porquê ter comprado isso ou aquilo, faz virar fumaça tudo que acabo tendo que reciclar.

 e apesar do aprendizado, ainda estou longe de ser uma…. minimalista.

apesar de toda reciclagem e renovada que uma mudança de casa e de vida exige, eu percebi que tenho muitas coisas, sobretudo louças e livros. coisas que possuem valor emocional para mim. e que me custam desapegar.

hoje eu conto com poucos pares de sapato, ainda não tenho o guarda-roupa mais funcional e prático do mundo, mas conto nos dedos quantas peças de roupa comprei para mim neste ano que passou. e só as comprei pois a barriga a crescer exigiu.

 bijuterias não as compro mais. há tempos fiz uma seleção minuciosa dos meus balangandãs, o que foi ótimo. restaram apenas os que ganhei e/ou peças de valor sentimental. deixei-os todos  à vista, e no último ano os usei muito mais.

já fui de exibir uma coleção de cosméticos e maquiagem. percebi que não precisava e, veja só – não queria- de tudo aquilo. e confesso ter sido uma grande libertação para mim apresentar a minha cara lavada por aí.

e porque estou a dizer tudo isto? porque me deparei com uma reportagem sobre minimalismo/minimalistas, e embora concorde com a necessidade de consumirmos conscientemente, me incomoda a ideia de que armários, gavetas e prateleiras quase vazios tragam paz de espírito e felicidade.

na outra ponta, também não acho que acumular objetos tenha o mesmo efeito.

veja, é que estão a dizer que viver com duas t-shirts e uma xícara de café é o suprassumo da liberdade. e caso você tenha mais que isso, talvez você precise reconsiderar essa sua vida tão abarrotada de coisas, mas tão vazia de sentido.

talvez, junto com menos acumuladores, o mundo precise de menos gente dizendo pra você e pra mim o que é liberdade e o que é paz de espírito. pois essas reportagens cheias de frases feitas e estáticas alarmantes não me convencem. 

ademais, excluindo-se os exageros e trazendo à Luz o bom senso, o que seria pouco? Ou muito? Ou suficiente? Como disse Virginia Otten “ninguém se contenta com o pouco. só se esse pouco for muito”.  

pois é.

minha paz de espírito está mas minhas prateleiras tão cheias de livros. livros que me acompanham desde nossa primeira casa, que nos viram fazer nossa história. está no meu guarda-louça abarratodo, cujas louças sussurram causos de família e tantos outros mais.

a vida não precisa ser cheia, atravancada, acumulada. mas minimizá-la drasticamente seria reduzir muito de mim mesma. e não estou disposta a isto hoje.

em tempos onde se prega o despojamento de quase todas as coisas, menos da obrigação de ser grato e feliz e simples (mesmo que seja ai comer um prato de abacate com pão a cinquenta dinheiros), escolher acumular memórias é quase uma ousadia.

eu ouso acumular memórias, inclusive as físicas. como também ouso acumular algumas frustrações, uma ou outra tristeza, alguns xingamentos à vida quando achar que devo, ouso alguns luxos…nem com as palavras eu consigo ser minimalista, imagina na vida!

vou continuar achando chique quem com uma só mala vai pro mundo. assim como vou continuar deixando que minhas memórias e minhas conquistas ocupem o espaço que precisam, e que merecem.

pouco ou muito podem ser igualmente bom ou ruim. talvez o problema seja achar que o pouco ou o muito definam quem e o que se é. enquanto isso eu, definitivamente, vou tendo a certeza de que uma vida com uma mala só não é pra mim. 

 

 

 

 

assim caminhamos nós

e por esta ilha fria e úmida os dias já cheiram outono. as folhas das árvores começam a mudar suas cores, o vento sopra mais gelado, e os dias cada vez mais curtos estão a nos dizer que mais um verão se passou.

o nosso verão foi muito bem aproveitado. nossos dias de sol e calor os tivemos na alemanha. revimos amigos, refizemos passeios, comemos e bebemos o que sentíamos vontade, consultamos nosso pediatra, tivemos a companhia da minha sogra, comemoramos conquistas e 14 anos de casados.

 abrimos champagne, não dormimos mais do que três horas contínuas, chorei de cansaço, sorri de amores, tomamos muito sorvete, nos abraçamos. foi um bom verão.

Violeta caminha para os seus cinco meses, Tomás caminha para o início de mais um ano letivo. caminhamos à procura de um novo lar. caminho eu para a minha primeira habilitação. aos 37 anos. sem nunca ter dirigido antes. nunca é tarde, disseram. nunca é. 

caminhamos entre noites de sono melhores e piores. mas sempre na fé de que virá a ser melhor. embora saiba que a melhora independe da fé, pois um dia Violeta há de dormir noites inteiras, fato. mas como disseram, a fé não costuma falhar. nem a fé e nem o café de todas as manhãs que me ajuda a segurar o rojão.

gostaria de passar mais por aqui, escrever mais. contudo, nos meus intervalos de amamentação, troca de fraldas, e tudo mais, eu tenho que ser também a mãe do Tomás, a dona de casa, a cozinheira…  não reclamo, só me ressinto de um dia ter apenas 24 horas. embora talvez, dias mais longos não tornariam minhas noites menos curtas.

é uma fase, eu sei. tudo passa, disseram. e eu não duvido. 

do nosso verão

um breve relato do que foi e do que tem sido

Violeta já tem nove semanas,e parece que foi ontem mesmo que a segurei em meus braços pela primeira vez. 

e parece que foi ontem mesmo, depois de cinco horas de parto ativo, sendo duas de expulsivo e uma cesárea de emergência,  que eu finalmente conhecia a minha menina.

nunca pensei que faria parte das estatísticas das cesarianas que salvam vidas, ainda mais após um primeiro parto vaginal, onde fisiologicamente foi tudo perfeito. ninguém esperava. nem eu, nem João, nem as midwives, nem os médicos. mas fizemos parte.

e tê-la em meus braços depois de toda minha Via Crucis foi a maior e melhor sensação de alívio da minha vida. 

tem sido uma delícia amamentar novamente. ela não é tão gulosa como era seu irmão, mas ainda assim mama bastante, a minha pulguinha.

aliás, tem sido uma delícia ter um bebê de novo em casa.

Tomás está apaixonado pela irmã e tem se saído muito bem como irmão mais velho. tivemos alguns dias de choro, uma sensibilidade maior, mas tudo foi se ajustando e ele agora não tem sentido mais as mudanças na sua rotinininha. 

eu estou ótima físicamente, jamais esperava me recuperar tão rápido como me recuperei. emocionalmente então, nem se fala.  eu que experimentei uma depressão pós-parto da primeira vez, sei hoje o que é estar bem depois da chegada de um filho.

e eu não tenho tido tempo de passar por aqui por motivos bastante óbvios: quando Violeta dorme eu tenho que escolher entre lavar a louça ou a roupa, ou tentar arrumar a casa, ou comer ou tomar banho, ou ir ao banheiro… e quando me dou conta, já é hora de buscar o Tom na escola.

por falar em escola, vem “ni mim” férias de verão! é só o que penso.

e é isso, por ora, o que tenho para dizer. Vivi dorme há meia hora, e antes que ela acorde para mamar, vou lá lavar uma louça.

mas volto pra relatar com detalhes o nascimento da Vivi. Alguém ainda se interessa por relato de parto?🤔

beijos nossos e até o próximo post.

nasceu!

nossa primavera ficou mais cheirosa, mais bonita e mais florida desde a semana passada com a chegada da nosssa flor.

depois de 40 semanas + 6 dias, depois de achar que ficaria grávida para sempre, depois de luas e mais luas…

Violeta nasceu às 18:58 h de uma quinta-feira, véspera de feriado, muito saudável, fofinha e cabeluda. e linda linda linda !

seja bem-vinda minha flor! Violeta nosso amor💜💜💜


volto com detalhes assim que possível.

sobre um montão de coisinhas

pois é, o tempo passou mesmo. é que o tempo costuma passar, não tem jeito. mas a verdade é que cheguei à trigésima sétima semana de gravidez e daqui pra frente nossa bebê pode nascer a qualquer momento.

eu confesso que senti muito medo no início dessa gravidez. um medo insano de perder essa bebê. não sei se porquê o pré-natal aqui começou só na décima semana, não sei se pelo fato do primeiro ultra som ter sido feito com 13 semanas, só sei que queria que chegasse rápido na semana 16 para afastar todo risco de perda (perceba que não era nem na décima segunda semana, eu encasquetei nas 16).

olhando agora, parece bobagem, mas eu fiquei bem esquisita no começo. mais uma coisa que vai pra conta dos hormônios enlouquecidos. sei também, que depois de passado o medo da perda, o segundo trimestre foi um bololô só. eu não curti a barriga como da primeira vez, eu tinha (e tenho) tantas coisas para me fazer e me concentrar, além de ter um filho pra cuidar.

e assim o tempo passou. e até aqui eu não tinha parado pra pensar no óbvio: como vai ser a vida com dois filhos? não sei se vale muito a pena ficar torrando a cabeça com essa questão, porque afinal, terei dois filhos e  todos sobreviveremos. mas mesmo que eu apele para o racional (o que é difícil, uma vez que estou com os sentimentos à flor da pele), quando paro para pensar nos desdobramentos da nossa nova configuração familiar, fico tão sentimental.

como será que o tomás vai reagir? como será que vai se sentir? como eu vou me sentir? como eu vou reagir perante às demandas do meu primogênito com um bebê cujas demandas são tão urgentes? conto, claro, com o fato de ter um filho de seis anos com o qual posso dialogar e que já entende muita coisa.

também foi assim da primeira vez. eu não imaginava como seria a vida depois da chegada do tomás, e tudo se encaixou. de um jeito ou de outro. no seu tempo. do jeito que tinha que ser. não tem porquê duvidar que  será diferente dessa vez, não é mesmo? (pergunta retórica, eu tento me convencer o tempo todo sobre isso).

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sobre o parto agora. como cheguei na 34. semana sem nenhuma complicação, bebê virou, placenta subiu, pressão ok… pude ser direcionada para o birth centre. minhas consultas  agora são feitas lá até o dia da bebê nascer.

sexta-feira passada foi minha primeira consulta, e eu simplesmente fiquei muito em paz como minha decisão de ter escolhido o birth centre para trazê-la ao mundo. o lugar é muito acolhedor, calmo,tranquilo, e em nada lembra um hospital, embora seja dentro do hospital. sobre as midwives, então, uns amores!

agora se eu quiser uma epidural, eu terei que ser transferida para o hospital. porém, além do gás (entonox), no birth centre eu posso receber uma injeção se pethidine (não sei como chamam no brasil). obviamente, se assim eu quiser.

sabe, depois do meu primeiro parto, onde não recebi nenhuma anestesia, eu posso dizer que não descarto os métodos acima para alivio das dores.

eu sempre disse para o joão que se u parisse de novo, eu queria um parto civilizado hahaha!  digo isso porque no meu primeiro parto eu virei um bicho que parecia enjaulado, porque gritei, porque virei uma fera, porque perdi meu eixo, porque me perdi, porque não conseguia mais ser consciente, porque eu era puro instinto.

bom, parir é isso mesmo. é instintivo, é visceral, é entrar em contato com o feminino mais ancestral, arquetípico. parto é também sexualidade. é sombra, é encarar os maiores medos.  é, muitas vezes, trazer à tona aquelas coisas bem escondidinhas no inconsciente.

teve um texto que viralizou por conta disso e que eu transcrevo abaixo:

Sabe aquela imagem dá mulher parindo serena na banheira, esquece aquilo miga! Parir é primitivo, é irracional. É preciso perder uns tufos de cabelo, gritar, gemer, tirar a roupa, agachar, ficar de quatro, uivar, ficar com raiva de todo mundo, sentir medo e explodir em alegria. Entrar numa caverna tão profunda que você nem sabia que existia. Parir serena, sem cheiro, sem excreções, bela, recatada e do lar, é só no imaginário das pessoas. Pq miga, alguém vai atravessar você, vai passar por voce, vai abrir você, vai te jogar teu mundo no chão e reconstruir outro, não tem como ser fácil, não tem como não dar medo, mas ainda sim tem como ser prazeroso. Tira as rédeas das mãos dos outros e coloque na sua e grite o quanto quiser, pq o poder, ahhhhhh vc vai experimentar que realmente você pode tudo. autoria thaiane guerra caetano.

eu super concordo com a thaiane. mas, às vezes, o mergulho é tão fundo que a subida para superfície é mais dolorosa que a própria descida. e by the way, essa sensação de poder tudo, de me sentir a própria she-ra, a fodona, eu não tive depois que meu filho nasceu. eu fiquei anestesiada. exaurida. calada. eu queria virar caramujo.

 

claro que quero ser protagonista do meu parto. mas eu também quero ser uma protagonista mais consciente dessa vez, e não joguete dos meu próprios instintos.

esse assunto dá pano pra manga, e muita gente não vai entender ou vai entender aquilo que quer das minhas palavras.

certamente voltarei para falar do parto, uma vez que ele é um evento que demora tempo para ser digerido. e quem sabe também, dessa vez, eu acabe por me perder e adore a experiência. afinal, parto é um evento único, e cada filho traz consigo o que filho e mãe precisam.

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puxa, ainda preciso cortar o cabelo, fazer a sobrancelha, passar algumas roupas dela, arrumar nossas malas da maternidade, abastecer o freezer…

e ainda queria ir, antes dela nascer, aos meus cafés favoritos, terminar de ler os três livros que concomitantemente estou a ler. queria ir para londres mais uma vez, queria ver aquela exposição que há tempos estou para ver.

mas estou a limpar cada canto da casa, a jogar fora muitas coisas, a organizar o que parece já estar organizado.

que coisa esse tal de nesting!

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a bebê continua sem nome, e sabe o que é mais difícil? lidar com a ansiedade dos outros. estamos tranquilos quanto à isso. temos até seis semanas para registrá-la. obviamente, não gostaria de ficar seis semanas sem nomeá-la, mas acho que quando ela nascer vamos olhar para ela, e ela vai nos cantar seu nome.

as pessoas do nosso convívio direto são super ok, não ficam perguntando toda hora.

mas tem gente que só por deus. é por direct no instagram, é por mensagem no facebook, é por email… olha, minha vontade é perguntar se a pessoa quer saber o nome para me enviar um presente com o nome dela gravado.

meus parabéns às mães que resolvem não saber o sexo do bebê. deve ser um porre aguentar a ansiedade alheia, nesses casos.

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bora fazer um bolão? quando você acha que a bebê chega?

37 semanas (por favor, espera mais pouquinho!)

38 semanas (ok, mas seria melhor esperar a vovó chegar)

39 semanas ( super ok)

40 semanas ou mais ( ansiedade já atingiu níveis estratosféricos)

façam suas apostas e sobretudo, torçam por uma boa hora.

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um resumo de como eu me sinto por ora

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fim

 

 

 

 

 

 

 

 

meus favoritos

tem três coisas que eu usei na gravidez passada, e dessa vez não poderia ser diferente. porque coisa boa a gente agarra um amor e não deixa de lado por nada. na verdade, eu só tenho óleos para eles. perdoem-me o trocadilho infame, e vamos ao que interessa.

o primeiro deles, eu uso desde o começo da gestação, e na minha opinião é simplesmente ma-ra-vi-lho-so!

é o óleo da weleda para prevenção de estrias. eu não tenho palavras para dizer o quanto amo esse óleo. o cheiro é suave,  absorve super rápido na pele, super efetivo e além do mais, ele é feito com ingredientes naturais. nada de parabenos e outras porcarias mais.

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até tentei fazer uso de outro óleo, mas o cheiro me embrulhava o estômago, além de me deixar toda melecada. eca!

como eu disse, eu uso desde o começo da gravidez, e depois do parto também, quando a barriga começa a voltar para o seu tamanho original.

o outro óleo igualmente fantástico, é  também da weleda, e é para massagear o períneo. se você deseja um parto natural, deveria fortemente considerar usá-lo. diferente do óleo para barriga, esse óleo é para ser usado a partir da 34. semana da gravidez.

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as instruções de como massagear o períneo você vai encontrar no folheto explicativo que vem na embalagem.  não precisa ser todo dia, três ou quatro vezes por semana já são suficientes. uma dica: faça de bexiga vazia. outra dica: peça ajuda para seu parceiro/marido/namorado para fazer a massagem. não precisa me agradecer por isso ;-).

a minha recuperação física depois do parto do tomás foi excelente. eu sentava, agachava, ia sem problemas ao banheiro. é claro, que ter uma equipe humanizada foi fundamental, mas o óleo também cumpriu sua função. não apenas recomendo, como usarei novamente.

o último, mas não menos importante,  óleo da minha lista é o óleo que ajuda na amamentação.  atenção agora: ele não vai sozinho resolver os seus problemas. se você estiver tendo problemas para amamentar consulte um profissional de saúde entusiasta da amamentação para orientá-la.

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ele é feito com óleos essenciais naturais (assim como todos os óleos da weleda),  que ajudam a estimular o fluxo de leite. e é para ser usado a partir da 38. semana de gestação.

como o tomás nasceu de 38semanas + 3 dias, quase nem deu tempo de eu usar grávida. mas o alívio que o óleo me trouxe, especialmente no começo, quando o leite parece descer de uma vez e o bebê não dá conta de tomar aquela quantidade de leite, foi e-nor-me!

eu esvaziava meu peito massageando com o óleo e  se não fosse por ele, certamente teria sido infinitamente pior.

o chá da weleda para amamentação também é bárbaro! além de, na minha opinião, ser delicioso. não veja a hora de voltar a tomá-lo!

para mim vale a pena todo investimento (porque sim, weleda não é baratinho) e eu recomendo fortemente esses óleos de ouro.

desnecessário dizer que sou fã número um da linha calêndula para bebê da marca.

e é isso. esse post não é jabá e coisa boa a gente passa pra frente mesmo!