antes de ser mãe eu não sabia que..., cartas ao tom, gracinhas do tom, um bebê muda o que? tudo

Carta ao Tom*

Tomás, filhote querido,

Você está com seis meses e meio e, puxa, como passou rápido o tempo! Quantas mudanças em tão pouco tempo de vida. E que privilégio o meu, poder  acompanhar de perto cada etapa do seu desenvolvimento.

Nós completamos seis meses de amamentação exclusiva e em livre demanda. Digo nós, porque para amamentar você, não bastaria apenas o meu querer. Você também o quis assim, e isso me enche de alegria. Agora você está sendo exposto a novos sabores, e tem respondido bem às novidades. E sabe, por mais que eu saiba que você está crescendo, e que isso faz parte da nossa relação, te amamentar menos vezes no dia, me dá uma dorzinha no peito. Bobagens de mãe.

Você é um bebê muito feliz. Ri muito, e é muito sociável; não estranha ninguém. Distribui sorrisos na padaria, no açougue, na quitanda, no elevador… é o garoto simpatia! Adora um passeio, e diferente do seu pai e da sua mãe, caseiríssimos que somos, adora um evento social. Nunca imaginei ter um filho arroz de festa!

Seus olhinhos redondos parecem querer absorver cada novidade. E são muitas, né filhote! Você franze a testa e faz um bico muito engraçado quando concentrado. Vira de um lado pro outro, senta, fica na posição de engatinhar, mas ainda não sabe trocar braços e pernas, para seu desgosto. Estala a língua, coisa que aprendeu com sua tia Brú, fazendo um barulhinho muito fofo.

Por falar em fofura, você está deliciosamente gostoso. Causando em mim, o inevitável efeito colateral de querer beijá-lo e apertá-lo o dia inteiro: no banho, nas trocas de fraldas, quando no colo, enfim, sempre. Obviamente você se irrita com tanta demonstração explícita de amor, e protesta com braveza. Aliás filho, o que você tem de lindo, você tem de bravo.

Dormir continua sendo palavra proibida. Sua resitência ao sono merece um troféu. Praticamente desde que você nasceu travamos uma batalha diária para que você adormeça. Tudo o que está ao nosso alcance, como pais, nós fazemos, mas mesmo assim você só se entrega quando não tem mais jeito. Você acorda uma vez só, na madrugada, e volta a dormir logo depois da mamada. Porém, com muita sorte (minha e o seu pai), você acorda às sete da manhã, já ligado na tomada. É uma pena que a essa hora da manhã sua energia não nos cantagie. Você escolheu pais muito dorminhocos Tomás, e deveria levar isso em consideração quando desperta à cinco e meia da manhã feliz da vida!

Mas confesso que seu ritmo de sono já foi pior. O que nos faz crer, esperançosos, que dias melhores virão. Há três meses atrás, se alguém me disesse que você acoradria apena uma vez na noite, e voltaria a dormir logo em seguida, eu duvidaria com força. Nunca imaginei, por mais que ansiasse, que este dia chegaria. É filho, com você eu tenho aprendido que cada dia é um novo dia.

Ter você em casa tem sido absurdamente delicioso. E clichê dos clichês filho, antes de você, eu nunca imaginei que seria possível amar alguém tão rápido e tão fácil. Obrigada por ter me escolhido como sua mãe, e obrigada, por todos os dias, organizar uma festa em mim**.

* Carta ao Tom 74 é o título da canção de Toquinho e Vinícius de Moraes
** Retirado da canção Minha Festa de Nelson Cavaquinho

Se você quiser escutar as duas:

Anúncios

4 comentários em “Carta ao Tom*”

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s