avião: purgatório de mãe, come fly with me, mães não são de ferro, viajar com bebê

E quando é a mãe que adoece?

Atenção: Os últimos dias foram muito difíceis para mim. O texto abaixo contém palavras de baixíssimo calão. Pessoas mais sensíveis podem se chocar.

Na semana passada saímos de férias. Ou melhor, João tirou uns diazinhos e fomos viajar os três. O destino: uma fazenda no interior do Mato Grosso do Sul. Local visitado por nós há mais ou menos três anos atrás, e que nos encantou. Encantou pelo pôr-do-sol e o céu estrelado mais lindo já vistos por nós. Porém, as instalações no que diz respeito a conforto deixam um pouco a desejar. Maaaaaas, como não se trata de uma selva sem estrutura nenhuma, decidimos que seria muito legal o Tomás conhecer um lugar tão especial para nós.

Tudo começou com uma longa preparação. Afinal, viajar com um bebê não dá muita margem para improvisos; a gente tem que pensar em um monte de e ses?. E se não tiver isso, e se não tiver aquilo? e mesmo assim, esquecer um monte de coisas. Na semana da viagem eu estava super aflita. Normal, levando-se em conta a pessoa mega ansiosa e preocupada que sou. Aflita pela viagem em si (a primeira de avião do Tomás), aflita por ser tão longe (porra, por que não escolhemos um meio de mato mais perto ?), aflita porque por mais que tentasse, eu não poderia prever tudo que poderia acontecer (e aconteceu muita coisa).

Então é chegado o dia, a correria, a ida ao aeroporto e a viagem de avião. A viagem de avião, minha gente, a viagem de avião. Tomás não gostou do barulho, do ar condicionado, da comissária falando, se negou a mamar na decolagem e na aterrissagem, e eu com os peitos pra fora pingando leite, tentando encaixar o rebento que se mexia mais que peixe fora d’água, passageiros da frente, do lado e detrás olhando com aquela cara: dá pra fazer esse bebê parar de chorar? E se você não tem filhos, eu já te adianto: não, não dá pra fazer o bebê parar de chorar, OK?! E tenha misericórdia de uma pobre mãe e de um pobre pai, que não sabem mais o que fazer.

Resumindo bem a história, chegamos na pousada e o calor e a secura eram de matar. Às dez da noite! Passamos ilesos pela primeira noite e pelo primeiro dia. Na sexta eu já amanheci com os olhos vermelhos e inchados, febre e dor de garganta. Não havia lugar no meu corpo que não doesse. E Tomás na pilha, no pique total, plus a irritação do calor, num lugar completamente novo e o pior, comendo e adorando as papinhas da Nestlé! Gente, foi muito pra mim.

O único na história que estava feliz feito pinto no lixo, era João, meu marido sertanejo que adora um mato, adora calor e uma rusticidade. Porém, casou-se com uma mulher xexelenta fina, que num momento de insanidade, caiu na sua lábia sedutora, e foi parar nesse fim de mundo com ele! No domingo chi-li-quei! Quero ir embora já! Me tire daqui! Eu vou ficar cega! Meu filho vai morrer de calor! E tendo que ouvir um marido insuportavelmente calmo, me pedindo calma.

Voltamos mais cedo. Meu pai no aeroporto nos esperando, fomos direto para casa dos meus pais. Consulta no dia seguinte, e uma mega conjuntivite diagnosticada. Amamentando, não pude pingar nenhum antibiótico nos olhos, só antiflamatório. E muita compressa com água gelada.

Apesar da gravidade da minha situação, eu não fiquei com medo do Tomás também ficar doente. Pensamento positivo? O caralho caramba! Eu estava super azeda e injuriada, mas não sei que raio tranquilidade invadiu meu coração negro, que não fiquei receosa em relação ao Tom. Lado ruim, muito ruim da história: ficar doente com um bebê é um baita perrengue. Lado bom, muito bom da história: voltei a ser filha, e na casa da minha mãe tenho descansado tudo o que não descansei em sete meses de vida do Tomás.

Resumo das nossas primeiras férias: viagem de avião com trilha sonora hard core punk rock, na ida e na volta (porque desgraça pouca é bobagem), um tombo da cama, um esfolado no nariz, um pai se corroendo de culpa, uma mãe podre, mais cansada e mal humorada, e nenhuma, NENHUMA foto da viagem.

Só sei que como primeiras férias em família, essas foram totalmente invalidadas. Isso significa, João, que você está lascado. Como retratação só aceito Berlim como destino das próximas férias, viu?

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8 comentários em “E quando é a mãe que adoece?”

  1. riii muito, apesar dos desastres, seu jeito de escrever é barbaro, faz a gente querer saber mais

    e curiosa que sou? quem caiu da cama?

    bjocas e melhoras sa conjutivite, se é que ja naum melhorou

    😀

    e posso dizer que essa bendita ta na moda , ja vi em um monte de blog alguem q ta, e como não podia ser diferente aqui em casa ela tbm andou pegando

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  2. oi gabriela!
    espero que esteja melhor… que zica, hein!
    e eu fiz um post um dia antes do seu sobre nossa viagem, que graças a deus deu tudo certo… não desiste de viajar com bb/criança não, na próxima vocês tiram o atraso!!
    brigadinha pela visita/comentário lá no blog, adorei!!
    um beijo e fiquem bem!
    (nos vemos na roda essa semana ou vc ainda tá na sua mãe?)

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  3. Oi Thaís! Obrigada pela visita no Tudo do Tom!
    Ainda estamos traumatizados, mas também tenho certeza que a próxima viagem será melhor. Com primeiro filho é assim mesmo, a gente aprende na raça, né?
    Eu ainda estou na casa da minha mãe. Mas estou morrendo de saudades da roda. Na próxima a gente se vê. Beijo

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