Do cotidiano, gracinhas do tom, mãe zen, mães não são de ferro, perguntas

Perguntas que não calam # 2

Se você ainda não leu as primeiras da série, então clique aqui.

Da desconhecida palpiteira

No elevador, a caminho do pediatra:

Desconhecida: Cadê a blusa do nenê? Cadê mamãe a blusa do nenê? Tá tão frio lá fora…

Qual a melhor reação da mãe (no caso eu)?

a) Faço a linha zen: Inspiro profundamente, expiro lentamente e Ooooom, Ooooom, Ooooom

b) Faço a linha grossa: Cala a boca sua louca! Você acha que EU sendo a MÃE vou deixar meu filho passar frio?

b) Faço a linha sem noção: Ele tem uma disfunção genética que o impede de sentir frio. É, se a gente morasse na Sibéria ele não sentiria frio.

c) Faço a linha violenta: auto-explicativa

d) Faço a linha mais louca que a própria louca: Como? Como é que é? Não ouvi a senhora.

Por que tem sempre um desconhecido pronto a dar pitacos/conselhos para uma pobre mãe?

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Do desconhecido enigmático

No elevador, a caminho de casa:

Vizinho desconhecido: Que belezinha? É ele ou ela?

Eu (acho óbvio que se trata de um menino, maaaaaaas): Ele. É o Tomás.

Vizinho: Oi Tomás! Quantos meses você tem?

Eu: Ele completa oito no sábado.

Vizinho: Nossa como ele é grande! Ele já tem dente?

Eu: Não, ainda não saiu nenhum.

Chegamos no andar do vizinho.

Vizinho: Ah! então é por isso. Tchau! Tchau Tomás!

O problema está no meu cérebro insone ou realmente está de difícil de entender esta? Alguém entendeu a relação tamanho do Tomás X ausência de dentes?
Com certeza concorre ao prêmio Pergunta que não cala of the year. Não é possível que alguém termine uma conversa assim, é?

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Das preferências pouco higiênicas

Situação: Eu precisando fazer almoço. Obviamente Tomás está acordado, sem parar um minuto. No colo, chora. No berço, chora. No cadeirão, chora. No carrinho, chora.

A solução: colocá-lo no chão com todos os brinquedinhos tão legais que eu e João compramos com todo cuidado e carinho. Aqueles de madeira, sem BPA, específicos para a faixa etária dele.
Ele se distrai, eu dou um sprint na cozinha. Minutos de muito, muito silêncio. Vou ver o que está acontecendo. Me deparo com o sujeito fora do espaço delimitado para a brincadeira (pra ser sincera, bem fora mesmo. Do tipo, do outro lado da sala) mastigando, mais feliz do que pinto no lixo, o cadarço do tênis do pai dele. Ou seja, uma das coisas mais sujas que se tem notícia.

Por que bebês preferem brincar com as coisas mais podres e perigosas? Por que Gesuis, por quê?

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Da fofura absoluta

Tomás completou oito meses hoje. “Fala” um mama tão bonitinho que eu me derreto.

Alguém me explica como pode um bebê de oito meses ser tão escandalosamente fofo? Deveria ser proibida tanta fofura! E a vontade de morder? Como fica?

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3 thoughts on “Perguntas que não calam # 2”

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