Alemanha, Heidelberg, perguntas

Toi, toi…

Se você mora ou já morou na Alemanha, você provavelmemnte já deve ter ouvido a expressão toi, toi, toi (assim, três vezes seguidinhas). É uma expressão muito bonitinha, muito engraçadinha para desejar sorte, para dizer que está torcendo para alguma coisa dar certo. Bom, pelo menos pra mim é. Eu quero dizer que, pelo menos para mim, é uma expressão bonitinha.

Mas eu não vim aqui falar de expressões alemãs. Se você mora ou já morou na Alemanha, você provavelmente já deve ter visto ou ouvido falar de um outro toi. Só que dessa vez são só dois tois mesmo. O toi em questão é aquele banheiro móvel, azul de porta branca, na maioria das vezes, que fica quase sempre perto de uma construção. Sabe do que eu estou falando? Não? E agora com a foto?

Bom, agora você já deve ter se lembrado. Pois eu achava que esse banheiro era só para a galera que mandava ver nos trabalhos braçais. Pois bem, dia desses voltando para casa de ônibus, o motorista parou num ponto que tinha um banheiro desses. E não, não fui acometida por uma súbita dor de barriga e desci correndo do ônibus para usar o banheiro. Quem usou o banheiro foi o motorista, que ao parar no ponto, desligou o ônibus. O pessoal que conversava ficou mudo na hora. O que está acontecendo? Foi a pergunta do momento. Silêncio sepulcral. O ônibus inteiro observando o motorista, que correndinho, tirou uma chave do bolso, abriu a portinha, e claro, adentrou no recinto.

E nada do homem sair. E o ônibus inteiro já sabendo que foi mais que um xixizinho. E eu viajando na maionese:

Da onde ele tirou essa chave? Será que todo motorista de ônibus tem uma? Será que tem papel higiênico lá dentro? Pela segurança e confiança com que o motorista entrou, acredito que sim. E tendo papel higiênico, quem é que paga? E quem repõe? Mas duvido que tennha uma pia para lavar as mãos. E pôxa, por mais que os ônibus tenham aquela famigerada bandejinha onde se coloca o dinheiro, o motorista te entrega a passagem depois, né? Com mãos de quem acabou de fazer o número dois. Ainda bem que existe a opção do ticket mensal! Alívio, porque agora quem me garante que no ponto onde eu pego, o motorista não deu uma parada estratégica antes?

E a maior viajem de todas: homem é bicho muito desprendido mesmo, né?! Imagina usar um banheiro mega público, na rua, na friaca, e nem se importar de ter como plateia um ônibus quase lotado! Por isso que mulher tem prisão de ventre, minha gente! Veja se eu ou você, mãe e mulher fina, ia passar por isso? Jamais!

Mas homem além de bicho desprendido, é bicho muito pragmático. Ao comentar o ocorrido com meu marido, ele disse que é infinitamente melhor fazer cocô sabendo que tem um ônibus inteiro te olhando, do que ter um ônibus inteiro te olhando porque você fez cocô. Good point, João.

As palavras usadas por ele não foram bem essas. Mas, né! Mulher além de bicho nojento, é bicho fino!

Imagem: aqui

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14 comentários em “Toi, toi…”

  1. Gabi,
    Cheguei!…rs rs rs
    Ontem a noite vi o link desse post no face. Logo corri pra ler. Morri de rir! Só não comentei, pois o sono falava mais alto.
    Fiquei imaginando a cena, mas os alemães são muito desprendidos, desencanados…
    Já imaginou a gente fazendo isso? Nunca! Nunca!
    Mas falo para o meu marido que é coisa de homem. Eles não estão nem aí. Estão com vontade, então vão para o banheiro mais próximo e não importa se as pessoas ficarão olhando, falando…. Algo tão natural, né? rs rs rs
    Eu não consigo. De preferência na minha casa….
    Beijos querida e obrigada pelo carinho. Em breve, teremos que nos conhecer, hein!?
    Ótima sexta feira e bom final de semana.

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  2. A temática do cão

    Diógenes sentado em seu barril cercado por cães. Pintura de Jean-Léon Gérôme de 1860.
    Muitas anedotas sobre Diógenes referem-se ao seu comportamento semelhante ao de um cão, e seu elogio às virtudes dos cães. Não é sabido se o filósofo se considerava insultado pelo epíteto “canino” e fez dele uma virtude, ou se ele assumiu sozinho a temática do cão para si. Os modernos termos “cínico” e “cinismo” derivam da palavra grega “kynikos”, a forma adjetiva de “kynon”, que significa “cão”.[3] Diógenes acreditava que os humanos viviam artificialmente de maneira hipócrita e poderiam ter proveito ao estudar o cão. Este animal é capaz de realizar as suas funções corporais naturais em público sem constrangimento

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