artes do Tom, criatividade, Da poesia da vida, Do cotidiano, fantasia, gracinhas do tom, Tomás

Diálogos curiosos – pra dizer o mínimo

Tomás ixperto

Tomás anda numa fase nada boa de garfo. Passou de um menino guloso e glutão (no bom sentido), para um menino altamente seletivo e xexelento. Até o que antes comia com gosto, com boca boa, agora deu de fazer caretas e chilicar homericamente se coloco algo que ele diz não gostar em seu prato. Paciência, paciência, e mais paciência. Criatividade, criatividade e mais criatividade têm sido as palavras de ordem para fazê-lo comer de maneira saudável e variada.

Trata-se de uma fase, mais uma de muitas, eu sei. Mas como mãe, às vezes dá um desespero, bate uma incerteza, é como se nunca fosse passar.  A gente sabe que passa, né! Sempre passa.

Então que dia desses, ao chamá-lo para comer ele me veio com essa:

Mamãe, eu não sou Tomás. Eu sou um tipo de bichinho.

É mesmo? Qual bichinho você é?

Eu sou um elefante!

Hum… e aproveitando a deixa… Elefantes a-do-ram cenoura, brócolis, beterraba, batata doce!

Gente, pra ser sincera nem sei o que elefante come, mas eu não podia perder a oportunidade.

Depois de minutinhos de silêncio, ele me responde:

Mamãe, eu não sou mais um elefante. Eu sou um urso!

Uau! Ursos comem muito!

É, eu sou um urso porque eu só quero comer salmão! Tem salmão hoje?

Pensa que o menino nasceu ontem? Embasbacada só consegui responder que não, não teríamos salmão. Ele teria que se conformar com uma polenta turbinada.

*************

Tomás matador

Voltando da varanda, vem meu filho em tom muito sério:

Mamãe, o manjericão e a salsinha morreu* porque eu tirei terrinha do vaso.

Toda preocupada para que ele não se sentisse culpado com a “morte”  do manjericão e da salsinha, eu digo:

Não, filhote! Eles morreram porque estava (isso mesmo, no passado) muito calor e a mamãe esqueceu de molhar.

Tomás inconformado responde:

Nãaaaao, mamãe! O manjericão e a salsinha morreu* muuuuuuuuito depois que eu tirei a terrinha.

OK, Tomás! Nossas ervas morreram de morte matada e não de morte morrida.


*************

Tomás pidoncho

Meu filho adora bolo.  E não gosta pouco não. Já fazia um tempo que não saía bolos da cozinha, e ao dar-se conta da falta, Tom não deixou por menos.

Mamãe, que cheiro é esse?

Cheiro? Não estou sentido, Tom.

O que que tem no forno?

No forno? Nada, filho! Respondo espantada.

Ah!, então faz um bolo pra mim!

Fiz, né! E me restou outra alternativa depois de um pedido feito assim?

*************

Tomás por ele mesmo

João dando banho no rapaz. De repente:

Papai, sabe o que eu queria muito?

O que, Tom?

Eu queria muito que na barriga da mamãe tivesse um bebezito.

Ah, você queria um irmãozinho? 

É.

Vamos conversar com a mamãe sobre isso.

Tá bom!

Ahm? Oi? Como? Estou me fazendo de morta até hoje.

Quem pode com um menino desse?



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12 thoughts on “Diálogos curiosos – pra dizer o mínimo”

  1. ooownnnn amei!! amei, amei!
    Nossa, Gabi, como ele está falante para um menino bilingue, não??? Normalmente eles demoram mais para desenvolver esse diálogo todo, salvo engano – e posso estar redondamente enganada, pq não tenho (infelizmente) experiência com expatriação e filhos bilingues.
    De qualquer forma, ele está muito inteligente!!!! Adorei a sacada do bolo, que está com cheiro de bolo, minha nossa!!!!

    às vezes eu acho que a Laura é tão tontinha pra idade dela (não comparando, mas já comparando, sei que não posso, mas, quem nunca??), pq ela não tem essas sacadas assim, super inteligentes…. fiquei babando no Tom, babando nas sacadas dele…..

    A do urso que só come salmão tbm foi muuuuuuuito inteligente!!! hahahaha menino esperto!!!

    E ói, eles ficam desanimados para comer nessa idade mesmo, eu acho que passa – oremos! Teve uma época em que a Laura só comia arroz BRANCO e se colocasse qualquer coisa (feijão, caldo de batata, salada moída, querosene ou gasolina), tava sujo. Não podia ter nada.
    Agora parou.

    Oremos.

    Beijos!!!

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  2. Oi Dani! Ri muito agora com seu comentário!

    Olha só, aqui em casa só falamos português com o Tom. Eu não tenho como comparar, pois nunca tive por perto uma criança da idade do meu filho, mas o Tomás se expressa muito bem para a idade dele. As pessoas ficam meio abobadas mesmo. Eu acho normal, pois foi e tem sido assim desde muito cedo.

    Quanto ao alemão, ele se recusa a falar. Aos poucos temos percebido ele se abrindo para o idioma, falando uma coisinha aqui e ali. Como hoje, ele disse uma frase completa, e eu bestamente, fiz a maior festa. Pronto, foi o que bastou para ele dizer que não quer falar alemão. Lição aprendida.

    Quanto à comida, façamos uma novena, viu! Tá osso!!

    Beijo grande

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  3. Adorei os diálogos!
    Saulo teve a fase de selecionar o que comia também.
    Durou uns dois anos 😦
    Uma eternidade!
    Foi quando eu chutei o balde que ele mudou. Hoje em dia come o que tiver, sem reclamar. E não sou muito boa em variar a comida viu. Entramos numa de comer só integrais, verduras, carne de vez em nunca e pro Saulo tudo bem, ainda bem.
    Vai passar, vai melhorar, você vai ver!
    Beijo!

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  4. Oi Julia! Sempre gosto da sua visita por aqui! Dois anos? Jura? Acho que tá faltando eu chutar o balde também. Aqui tambem eh muita verdura, legumes, fruta fresca, sempre que possivel integral. Eu e Joao nao comemos carne, mas Tomas adora peixe e ovo. Nao eh facil, viu! Mas vamos que vamos. Beijos

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