Da poesia da vida, poeminha desavergonhado

Gosto, sem porquês

das manhãs e dos fins de tarde
das chuvas quentes de verão
do outono e suas folhas douradas
da neve
de chocolate mais do que deveria
de dormir
de acordar
de gargalhar
de chorar a alma
do pôr e do nascer do sol
do aqui e do agora
mas do que ficou para trás também
gosto sem maiores explicações dos opostos
do distante, do nada a ver
gosto mais de sonhar do que de viver
da música que embala mémorias
da música que embalou meu filho
do pai do filho que me é porto
deles eu gosto porque sim
porque há conforto em gostar sem porquês
e porquê não há cartas nem textos
nem prosa e nem poesia
que possa com porquês
explicar o porquê de gostar simplesmente

 

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8 comentários em “Gosto, sem porquês”

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