a vida é mais, dilemas da vida moderna, o parto, parteiras, perguntas

Por favor, me corrijam se eu estiver errada

Quando saiu a notícia de que a Wanessa Camargo havia dado à luz ao seu segundo filho via parto normal eu fui lá ver: http://maternar.blogfolha.uol.com.br/2014/06/19/nasce-de-parto-normal-segundo-filho-de-wanessa-camargo/

E fiquei feliz por ela. Feliz porque a gente sabe da dificuldade que é em terras brasillis ter um parto normal depois de uma cesárea.

Internet afora a notícia foi divulgada. Internet afora a notícia foi comentada. E os comentários na internet são pra quem tem estômago, viu!

Wanessa Camargo foi criticada, chamada de louca, desqualificada enquanto mulher, mãe, profissional e ser humano. Muitas pessoas não se cansavam de dizer que essa “moda” de parto normal/natural já estava cansando.

As adeptas do parto humanizado comemoraram e refutavam todos os “argumentos” depreciativos.

Pois é, meu marido me pergunta porque eu leio os comentários. Eu também me pergunto porque me presto a isso.

Semanas depois foi Sandy quem deu à luz ao seu primeiro filho. E eu também fui lá ver: http://f5.folha.uol.com.br/celebridades/2014/06/1475550-nasce-theo-primeiro-filho-da-cantora-sandy.shtml

Eu me alegrei pelo nascimento do filho dela. Eu me alegro por cada criança que nasce nesse mundo.

Eu tampouco julgo a cesárea da Sandy. Não sou médica, não acompanhei a menina na sua gestação, o pouco ou o nada que sei sobre a vida dela, o sei através da mídia enviesada.

Internet afora a notícia foi divulgada. Internet afora a notícia foi comentada. Eu já falei que os comentários na internet são para quem tem estômago?

Algumas pessoas adeptas ao parto humanizado criticaram a cesárea da Sandy. Aqui é preciso dizer que, partindo do princípio de que nem todas as pessoas nesse mundo sejam gente fina e elegante, é natural que em todo movimento hajam militantes que não sejam gente assim educada demais. Lamento, de verdade, pelos comentários em nada positivos dessas pessoas.

Eu, graças a deus, só conheço as militantes lindas, finas e elegantes.

Foi o que bastou para que comentários extremamente rudes começassem a ser jogados contra azíndia toda do parto normal. Foi o que bastou para as cesariadas (sem conotação pejorativa, por favor!!!) dizerem que não eram “menasmain” (ZZZZzzzzzzZZZZZ róooooooooinc) que as paridas e por aí vai.

Não adiantou ninguém tentar desenhar o quadro para que se pudesse entender o porquê do VBAC (Vaginal birth after cesarean) da Wanessa ser comemorado, e o porquê da cesárea da Sandy ter sido “lamentada”. Como fez aliás a sempre ótima Gabi Sallit com esse texto aqui.

O furdunço já estava armado, e nos comentários sobre a cesárea da Sandy azíndia humanizada representavam a ignorância, a intolerância, a chatice. A palavra sororidade foi utilizada em tom de sermão.

O mais interessante é que quando azíndia humanizada foram parabenizar a Wanessa (e a equipe médica) pelo parto normal e foram criticadas, ninguém contrário àzíndia todas pediu respeito pelas escolhas da mulher, ninguém lembrou da palavra sororidade, ninguém falou em julgamento ou livre arbítrio.

É impressão minha ou o respeito no caso só vale pra quem pensa igual? É impressão minha ou a maioria absoluta mesmo acha parir uma ideia absurda?

Por favor, me corrijam se eu estiver errada.

 

 

 

 

 

 

 

 

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5 thoughts on “Por favor, me corrijam se eu estiver errada”

  1. Delicado. Sabe Gabi… Acho que no fundo o povo gosta mesmo é de um babado para meter o pau. Não dá para dar crédito para uma guria que senta para soltar ódio pelos dedos no parto da outra… Chega a ser desumano, né não? Quanto a você…. vc nunca está errada baby! Hhahahahah…. Beijos

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    1. Oi Cíntia, é verdade mesmo! Tem a galera da polêmica, não importando o tópico hahaha.
      E quem me dera ter sempre razão 🙂
      By the way, não esqueci seu presente de primeira comentadora do novo velho blog, saímos de férias amanhã e na semana que vem eu mando. Tá comprado e tudo 🙂
      Beijos

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  2. Põe ZzzzZzzzz nisso!
    Parece que a palavra “respeito” perdeu o sentido que eu achava que tinha…
    É fácila ficar envolta no mundo “daz’amiga índia” é esquecer que a realidade “lá fora” é tão assustadora, né?!
    Beijo

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