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Birras: variações do mesmo tema

E daí que com dois anos de idade teve uma mudança de país. Teve um mundo totalmente novo lá fora, e no mundo de dentro, teve um sujeito chilicando dia sim, dia também. Teve ainda a ideia de jerico de colocar o mesmo sujeito na escolinha. Tudo isso somado aos terribles two e voilá : barracos e siricoticos e chiliques e pitis e faniquitos (tudo assim, sem vírgula mesmo, pra não dar tempo de respirar) tornaram-se parte intrínseca de nossas vidas.

Ainda bem que paciência de mãe é um recurso renovável e quase inesgotável.  E dá-lhe muita paciência,  e compreensão, e cartilha anti birras, e suporte, e fé e… resignação. É uma fase. É uma fase que começa nos dois anos e acaba talvez nos 20 quando o sujeito começa a criar vergonha na cara, e percebe por conta própria, que não vale a pena contestar tu-do (eu disse tu-do) que a mãe diz.

 

 

meu birrento favorito
meu birrento favorito

 

 

Então que com três anos teve férias no Brasil teve vô e vós e tias, e não teve rotina, e quase tudo podia, e teve volta prazAlemanha, e não teve mais a galere toda se revezando na atenção pro sujeito, tem ida ao Kindergarten, tem mudança de professor…

Rotina, cansaço, atenção, limites amorosos, paciência, clareza (para mãe), regras claras, simples e consistentes (para o filho). Tudo isso ajuda, mas posso falar? Não resolve assim, num passe de mágica.

A “mágica” consiste em respirar, contar até dez (mais de uma vez), perceber os meus limites, entender minhas limitações e me controlar. Porque tem dias, que só por gezuis, tem dias que dá vontade de sumir no mundo sem avisar ninguém.

Os três anos e meio chegaram, e meu filho ainda varia entre a criatura mais fofa e esperta e carinhosa do mundo, e a criatura mais criaturenta e chiliquenta e birrenta. Assustador!

Antes as birras acabassem quando a cria fizesse três anos… que maravilha viver lá lá lá.

O post não tem nada de novo, nem nada de útil. Não passa mesmo de um simples desabafo.

Porque como mãe eu sei que tudo passa. Mas mesmo assim, algumas palavras de encorajamento e suporte não me fariam nada mal.

Assim sendo, por favor, me deem cá um abraço.

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8 comentários em “Birras: variações do mesmo tema”

  1. Gabiiiiiiiiiiii!!!!

    Laura está nesta fase tbm….. menina, dá cá um abraço! Bora chorar junta e comer pão com manteiga?
    =)

    O que vc colocou, de oscilar entre o ser mais fofo do mundo e mais pentelho do universo é exatamente assim…. e ó, vou te contar: eu acho que os 3 são muito piores do que os 2. Não sei se é a “coincidência” de eu estar grávida ou realmente os 3 são mais difíceis…. mas estou achando punk.

    Respirar muito, muito, muito. Laura já aprendeu, fala “mamãe, respira” quando vê que eu estou para surtar. Mas como grávida, confesso que tenho andado no limite o tempo todo, tbm…. infelizmente.

    Dá logo um abraço aqui e bora tomar uma cerveja para espantar a fase ruim! =)

    Beijos!

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    1. Olha Dani, tem dias que parece que só enchendo a cara para dar uma acalmada hahahaha! Bora fazer um boteco virtual, e afogar as preocupações de mãe com muita conversa e risada. A cerveja sem alcool eu garanto ;-)!
      Beijos

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  2. Sinta-se abraçada, Gabi!! Abraço daqueles bem fortes, que é pra espremer as angústias pra fora!!
    E, oh, espero mesmo que essa história de mãe ter fonte inesgotável de paciência seja verdade, pq se eu ja me vejo prestes a perder a minha quando a pequena começa a gritar e se descabelar por estar insatisfeita com algo, imagina quando chegar nesse ponto?! rs

    Beijo ainda dentro do abraço! 😉

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    1. Ai que ótimo esse abraço, Gabi! Angustias espremidas, angustias esquecidas :-)!
      Acredite, paciência de mãe não se esgota. Pelo menos não tão fácil (e olha que o fácil já é difícil hahahahaha)!

      Beijão

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  3. Olá! Acabei de descobrir seu blog e me identifiquei muuuuito com este post. Tô passando por isso e, ao ler seu texto, fiquei até mais consolada… Cheguei a me desesperar, achando que minha filha (2a7m) está transtornada. A criança se joga no chão e resolve dormir na hora de sair e ai de quem a “acorde”. Fecha os olhos bem apertadinhos e jura a si mesma que está dormindo, pode? Até ontem, não acreditava na fase dos terrible two. Mas to mudando de ideia! Kkk…
    Abraço forte!
    Sil
    http://cademeutempo.blogspot.com.br

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    1. Olá Silvia! Seja bem-vinda e obrigada pela visita!
      Obrigada também pelo abraço:-)
      Rotina, horários fixos, calma e tranquilidade da nossa parte ajuda, mas como mães bem sabemos que nem sempre resolve, né!
      Beijo grande e volte sempre

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