Alemanha, antes de ser mãe eu não sabia que..., Do cotidiano

o dia em que eu quase chorei

ou o dia em que eu quis um pósparto assim

eu não me envergonho nem um pouco em dizer que a minha decisão em ter um segundo filho foi adiada por motivo de: pós-parto tenebroso.

também não me envergonho em dizer que passei alguns anos (principalmente os dois primeiros anos) dizendo que nunca jamais nessa ou em qualquer outra vida eu teria um segundo filho. fato este até já narrado aqui : DAS CONVICÇÕES, O MEDO DO SEGUNDO, A STARBUCKS E O MUNDO DOS SONHOS

tampouco vou omitir que eu ficava muito pê da vida com qualquer pessoa que duvidasse da minha decisão de não ter mais filhos. ou com qualquer pessoa que risse dela.

tudo são águas passadas. a falsa convicção em não ter mais filhos. os dias sombrios do puerpério. graças a deus minha vida mudou, quem me viu quem me vê, a tristeza passou. citando camões: mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, muda-se o ser, muda-se a confiança; todo o mundo é composto de mudanças, tomando sempre novas qualidades. amém mil vezes, camões!

mas antes de ontem, um amigo do tomás veio aqui casa brincar com meu filho. e a mãe dele também veio. e é muito legal ver os dois brincando, e mais legal ainda ficar conversando com gente grande. ainda mais com ela, que é uma pessoa super bacana.

nós estávamos falando sobre segundo filho, entre outras coisas. mas sobretudo sobre isto, de ter o segundo filho. no que a mulher me solta que depois que o filho dela nasceu ela se sentiu tão bem, tão forte, tão autosuficiente, que o marido até se ressentiu dela nunca precisar dele para nada!

como é que é??

e antes que eu achasse que as alemãs são seres geneticamente modificados, que dão à luz com rapidez e eficiência, que não padecem no vale de choro e de lágrimas do puerpério AND dão conta de dois, três filhos pequenos sozinhas, muitas vezes sem família por perto, e em todas as vezes sem faxineira, ela me disse que na verdade, ela era uma exceção. ufa, já me sinto melhor agora.

pois eu era o oposto da força. eu só fazia chorar e não entendia o porquê de tanto choro. eu precisei da ajuda do meu marido e do mundo inteiro. olha, eu precisei buscar forças e nem sabia de onde tirar. alguém tinha de ser responsabilizado por tudo aquilo. e quem eu responsabilizei? a dor do parto, é claro!

o parto foi ótimo, foi rápido para uma primípera, foi sucesso. amamentação idem. mas o puerpério, olha… difícil.

se me perguntassem há três anos atrás se, caso eu tivesse outro filho, eu teria um parto natural novamente, a resposta era um sonoro e redondo não.

hoje se me perguntarem: segundo filho? quero!! parto natural? com certeza, quero!!! puerpério estilo alemão? queeeeeeeeeeero!!!!!

não dá para assegurar essas coisas, afinal cada gravidez é uma, cada parto é um e cada filho é único. e hoje, eu só sou o que sou graças ao tomás, graças à todas as coisas que ele me trouxe e que com ele eu aprendi e tenho aprendido.

como diz a sabedoria popular, o segundo filho deveria vir antes do primeiro. mas não vem, e a gente aprende na marra mesmo. aprende inclusive, a passar pelas dores do parto e do puerpério. e aaaaaaah que clichê, sai mais forte delas. começo a suspeitar das verdades escondidas nos clichês….

mas olha, eu nunca desejei tanto na minha vida ser uma exceção como minha amiga alemã, e ter um puerpério excepcionalmente maravilhoso!

levando em conta que eu já tenho um filho pra criar, será que eu posso?

 

******************************

mudei o layout do blog e vou continuar mudando sempre que me der na telha, ou até que esgotem as possibilidades do wordpress. ou seja, nunca. e se reclamar eu mudo de novo amanhã. e depois também 🙂

p.s.2 (tá na moda p.s, né?): na coluna blogs que sigo aparecem apenas os do wordpress. assim que eu conseguir adicionar azamigas do blogger vocês aparecerão aqui, viu migues!

 

 

 

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6 comentários em “o dia em que eu quase chorei”

  1. Gabriela, estou para falar sobre isso no blog…
    Meu primeiro puerpério também foi infernal, do primeiro dia em casa até sei lá quando. Além do baby blues,do cansaço e daquela sensação de que nunca dava conta de tudo, tive problemas com amamentação, mastite, prisão de ventre, hemorróidas, infecção nos pontos da episio, depois um problema no pulso, enfim, tudo o que tinha pra dar errado comigo deu. Claro, tinha também um bebê que precisava mamar a cada duas horas. E para fechar com chave de ouro, tive depressão quando ele tinha 7 meses.
    Já tinha me preparado para lidar com tudo de novo dessa vez, com o adicional de ter um filho mais velho e um marido que agora trabalha longe e passa menos tempo em casa. E sabe do que? Sei que ainda é cedo, que Elena tem só 10 dias, mas estou surpresa como tudo tem sido mais fácil. Não fosse meu problema de coluna que ainda persiste, embora muito melhor, eu nem lembraria que acabei de parir. Me sinto incrível, cheia de disposição. Pra você ver, fiquei até com vontade de um terceirinho na sequência.
    x

    Curtido por 1 pessoa

    1. Fantástico Nivea!!! Eu também tive depressão quando Tomás estava exatamente de sete meses! Eu sei, é punk até não mais poder. Eu acho que, por mais que Elena tenha 10 dias de vida, você pode contar vitória, sim! Eu, com 10 dias pós-parida achava que tinha descido aos infernos, sem perspectiva de lá sair.
      muito bom saber que esta disposição não é lenda. E que venha o terceiro, uai! 🙂

      P.S (falei que ps está na moda): quando grávida do tomás, caso fosse menina, eu queria elena, também sem h. porque aqui na alemanha helena com h é pronunciado mais ou menos como rêlena. daí que não queria assim não. o nome é lindo e ela ainda mais.

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  2. Alooooouuuuu…..
    Querida Gabi, tem certeza que você JÁ não está gravidinha Fiota???? Sei não… Sei não…. No meu caso, tudo foi complicado: da gravidez até o terceiro mês da Beatriz. Um ano inteiro lascado!!! Só depois disso que eu respirei e curti ser mãe. Beijos

    Curtido por 1 pessoa

    1. Querida, não estou ainda não! Sabe que minha gravidez foi tranquilíssima, pensando só nela, eu teria uns cinco. Mas o depois ó, vou te contar. Eu demorei também pra curtir de corpo e alma a maternidade.
      Beijos queridona

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  3. Primeiro, Gabi amei o novo layout. Tão romântico.
    Verdade seja dita, o primeiro filho a gente sofre mesmo, hein?? Eu acho que tive um parto muito bom com o Noah, mas a amamentação foi terrível até no hospital fui parar com inflamação no peito. E sensível demais, chorava por tudo, tinha medo de tudo, eu acho que passei por uma leve depressão… Mas por algum motivo maior, mesmo achando super difícil eu decidi ter o segundo super rápido. E foi bom! Bom pra mim e pro Noah também. Eu acho que na verdade eu não pensei muito, não analisei também. Pq no fundo eu só percebi as diferenças óbvias do pós-parto depois que tive o Eliah, Loucura.
    Quer saber da verdade? O meu medo maior é o terceiro, eu fico sempre pensando como vou dar conta criatura?? Mas agora não tem como voltar atrás né? Como diz minha mãe:”Quem pariu Mateu que o balance” (se referindo as responsabilidades de mãe.)

    Muito feliz de você expor esses sentimentos aqui, provavelmente ajudará outras mães que talvez passem ou passaram pelo mesmo processo.

    P.S- Manda teu mail, que te passo a receita do bolo.

    Beijos

    Curtido por 1 pessoa

    1. Querida, é verdade, no primeiro filho, por conta da inexperiência sofremos um bocadinho.
      Espero poder ajudar outras mães mesmo. Quando estava toda deprê no meu pós-parto, eu não tinha informações sobre aquilo que estava passando, e inevitavelmente, me sentia muito culpada também. Eu acho que é preciso desmistificar o baby blues. É importante que se saiba que é normal, e por isso mesmo, deve-se falar sobre, procurar ajuda.
      Você vai dar conta do terceiro, querida! Mesmo não tendo o segundo ainda, mas tendo vivenciado o caos da vida com recém-nascido, as coisas se ajustam, se desenrolam. Às vezes demora um pouco mais, às vezes um pouco menos… Mas no fim tudo se ajeita, sabemos!!
      Meu email é gabriela.grossi@gmail.com. Manda sim a receita, eu babei naquele bolo 🙂
      Obrigada pelo carinho de sempre,
      Beijos

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