mambembe, mundo afora

a mudança (resumão)

como mais de meia dúzia de pessoas me mandaram e-mail perguntando sobre nossa mudança, e como eu percebi que escrevia vários e-mails semelhantes para cada uma delas, resolvi responder de uma vez só e em forma de post, pra quem perguntou e pra quem não perguntou também. mas isso não significa que eu não vá responder cada uma um dia desses. tenham fé!

bom, hoje faz dez dias que eu e tomás chegamos na inglaterra. joão já estava aqui trabalhando e arrumando, sobretudo, a casa para nossa chegada.

estamos num apartamento provisório e completamente mobiliado. embora não tenha morrido de amores por ele, penso que foi o melhor, por ora. com o básico assegurado, teremos calma para escolher a casa que será nosso lar por um bom tempo. nada melhor do que ver com os olhos e com o coração os cantos da cidade.

nosso tempo nesse apartamento não será nem tão curto assim (5 meses), mas era o que tínhamos disponível no momento. e convenhamos, nada que uma ida à ikea com suas velas e tapetes e plantas e panos de prato, não resolva. minha urgência, na verdade, é transformar um apê cafona num lar com cheiro de bolo, com cheiro da gente, sabe?

as tchentas caixas com nossas coisas estão num guarda móveis ainda, uma vez que elas não caberiam de forma alguma no nosso diminuto apartamento. algumas coisas fazem falta, mas nessa vida mambembe a gente aprende a desapegar (por um tempo, ou pra sempre) e mais ainda, a se virar com o que tem em mãos.

tomás me surpreendeu e tem me surpreendido enormemente. embora já tenhamos tido alguns stresses, no geral, ela está muito bem mesmo:animado, empolgado, visivelmente feliz. à princípio, meu coração de mãe não quis que ele chegasse e fosse direto para uma escola, com aulas já começadas em setembro, sem saber a língua. decidimos, até mesmo com base na nossa malfadada experiência na alemanha, que conheceríamos as possíveis escolas, conversaríamos e então tomaríamos uma decisão.

no quesito escola estamos numa corrida contra o tempo. vamos inscrevê-lo, já fora do prazo, para o próximo ano letivo que começará em setembro. a escolha da escola está diretamente relacionada à escolha do bairro, uma vez que a inscrição só é feita para as escolas do bairro em que se mora. por isso o conhecer primeiro, por isso o conversar e explicar. tenho estado estranhamente calma quando penso sobre isso, vai ver é alguma coisa que tem no chá de camomila inglês, que aliás, tenho tomado aos litros.

a ideia era eu fazer um homeschooling com o tomás até setembro. já vi que não vai rolar. não tanto por uma necessidade dele, mas muito mais por uma necessidade minha. temos visto (e gostado) a nursery da universidade, que é mais flexível, e que aceita crianças de cinco anos. à princípio duas vezes por semana, mas não excluo a possibilidade de aumentar para uma vez mais.

esses primeiros dias foram como todos os primeiros dias num novo lugar: burocracias, familiarização das rotas, dos lugares, mapeamento de supermercados, playgrounds…

nosso alarme de incêndio já disparou sem termos colocado fogo na casa. aparentemente, nosso vizinho o fez. quase morremos de susto, tomás desatou a chorar, pra depois desatar a rir e a vibrar com a chegada dos bombeiros, liguei desesperada para o meu marido, que me mandou sair imediatamente de casa, coisa que fizemos com trajes pouco apropriados para o frio… ou seja, nossos primeiros dias por aqui foram perfeitamente normais.

ainda não conseguimos passear, e tudo parece estranhamente novo, assim como um sapato novíssimo, que por mais que seja encantador e belíssimo, precisa de um tempo para lacear e se adaptar aos pés.

dez dias não são nada, eu sei. mas a cada dia temos a convicção de que estamos no lugar certo, na hora certa. e a cada dia eu tenho certeza de que com o joão e com o tomás eu iria até pra marte, e começaria do zero tudo outra vez.

pronto! nosso 2016 oficialmente começou.

 

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10 thoughts on “a mudança (resumão)”

      1. Obrigada Bernadete! Mas foi muito agito nos ultimos tempos. Não reclamo, se ficarmos numa monotonia por um tempo :-)!Beijos nossos

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  1. Estou mais por fora que umbigo de vedete amiga…. Como assim? a ultima vez que batemos um papo longo vc estava no Brasil. Por seis meses, ok. Sem abrir mudança e tal. Daí vc foi para outra cidade da Alemanha que eu já não lembro o nome, mas não é a mesma da primeira experiência. Aí agora você aterriza na Inglaterra. Han? Ah, já sei. Vocês estão brincando de Balão Mágico e cantando Superfantático. Acertei? Acho que esse post ficou incompleto. Talvez quando você juntar as pecinhas da vida nova, você consiga me dizer o que aconteceu de onde eu parei. (no Brasil) heheheheh. Beijos, boa sorte na nova experiência e vamos lá… vamos competir quem muda mais… hahahahah

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    1. Cintia querida, faz tempo que vc não passa por aqui? O assunto mudança já estava no ar há um bom tempo. Depois dos meses de Brasil voltamos para a mesma cidade na Alemanha; comunicacão truncada entre nós, pelo jeito. E o pior, faz tempo mesmo que não nos falamos. E Deus me livre, não quero competir quem muda mais não, quero ficar bem quietinha no meu canto agora. Depois de tantas ida e vindas em 2015, quero mais é aquietar 🙂 Beijos

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