Da poesia da vida, Do cotidiano, mambembe, mudança, mundo afora

Da (im)permanência

E uma vez mais nos vemos no processo de mudar para outra casa, outro país. O país em questão é a vizinha Escócia, mas ainda assim, uma mudança com direito à toda dor de cabeça inerente ao processo de mudar.

E trabalho, meu Deus, Como mudar dá trabalho! E eu sempre falo que vou me lembrar bem do trabalho para nunca mais querer mudar, mas minha memória me prega peças. E eu acabo por minimizá-lo, e eu acabo entrando de cabeça no projeto MUDAR, até que chega a fase do desespero, de fazer caber muitas vidas e vivências em algumas caixas.

Estamos na fase ponte, onde não se vive nem cá, nem lá. Onde o presente é mais passado, e o pensamento no futuro é sempre recorrente. Estamos na dolorosa fase do “apagar as pistas de que um dia ali já foi feliz, criar raiz e se arrancar”.

Como fomos felizes aqui, viu! Eu sou muito grata à Inglaterra por ter nos dado tanto! E espero que a Escócia nos trate tão bem ou ainda melhor!

Atravessando a ponte, a gente vai também aproveitando o processo (será que é por isso que minha memória me sabota?); vamos nos despedindo dos lugares favoritos, das pessoas queridas, jogando fora o lixo, dando espaço para o novo, bebendo uns vinhos, porque prioridades…

E lembrando de ser feliz, né! Se não for pra correr atrás de (mais) felicidade, pra quê mudar, então!?

2 comentários em “Da (im)permanência”

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