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selfies

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eu vi estas fotos que o tom fez, numa ligeireza absurda, diga-se de passagem, e achei a maior graça (que mãe nunca, né?). e aí comecei a pensar, e como já bem disseram, o pensamento parece uma coisa à toa, mas como é que a gente voa quando começa a pensar…

e meus pensamentos voaram… pra longe…. pra frente, láaaaaa onde tomás está crescido. e viajando mundo afora, me mandando selfies de macaquinhos pendurados em seu ombro, nadando com glolfinhos, com moçoilxs em paris ou em amsterdã… essa coisa bem brega, bem coisa de mãe mesmo.

e me lembrei que na qualidade de filha eu sempre ouvia que filho se cria para o mundo, filho se cria com asas. e eu bati asas para longe, fui para o mundo. para meus pais, certamente cedo demais. para mim era a hora de abandonar o ninho.

na qualidade de mãe eu sei  que filho se cria para o mundo, filho se cria com asas. mas ai mundo, vasto mundo… deixa meu filho pensar que o mundo dele ainda sou eu, vai!

na verdade, filho não se cria com asas, filho já nasce com elas.

e eles lançam voo, e mesmo assim a gente chora feito filhote que caiu do ninho porque ainda não aprendeu a voar. esquecendo que já voou antes de ser mãe. esquecendo, sobretudo, que ensinou a voar.

te desejo voos altos tom. mesmo com o coração apertado. porque asas têm pouca serventia se não são usadas. voa no teu tempo. sempre.

mas saiba filho, que meu colo sempre será seu ninho. se assim o desejar.

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Uma foto por semana – semana #6

Tomás tremido

na cozinha

Boa Páscoa pessoal!

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Uma foto por semana – semana#5

Tomás lidando com a frustração de receber um não

2014-04-11 15.58.40

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Uma foto por semana – semana #4

Tomás e a roupa suja

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Diálogos curiosos – para dizer o mínimo #2

Tomás Tanguy*

Tomás me pergunta se eu quero casar com ele (oooooohhhh!).

Depois de rir, respondo:

Quando você crescer Tom, você vai conhecer uma pessoa bem bacana e vai querer casar com ela!

Uma princesa, mamãe?

É filho, uma princesa!

E onde vamos morar?

Onde vocês quiserem!

Eu quero morar com você!

Ah!, mas eu acho que vocês vão querer morar em outro castelo.

Com lágrimas grossas saindo dos olhos

Mas mamãe, eu quero sempre, sempre morar com você!

Morar pra sempre com mamãe não é muito legal, mas que a princesa no caso não o leve para muuuuito longe, eu já acho digno.

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Tomás, e sua lógica própria

Lendo uma historinha de Natal onde aparecem os três reis magos e os pastores.

Mamãe, os castores viram a estrela também?

Pastores, filho.

Castores, mamãe.

Tom, pastores cuidam das ovelhas. Castores são aqueles bichinhos que vivem nos rios e roem madeira com os dentes.

Mamãe, e as ovelhas?

Ovelhas?

O que são as ovelhas?

Ah,  são animais.

Então, são castores mesmo, mamãe. Nada de pastores!

Eu diria que meu filho tem uma lógica muito particular

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Tomás, o bastião da gramática

Mamãe, olha só! No meu adesivo tem um golfo!

Fui verificar. Afinal, pouco provável que tivesse realmente um golfo, e mais improvável ainda, que do alto de seus três anos, ele soubesse o que era um.

Ah, Tom. É um golfinho!

Não, mamãe! Ele não é filhote, nem pequeninho. É um golfo! 

Eu sei, mas o nome dele é golfinho. Assim mesmo.

Mas não! É golfo, mesmo!

Diminutivo é o c***o, né!

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Conjugando, só que não

Mamãe, quando eu estavo no Brasil, eu fui com o vovô dar comida para os peixes.

Eu estava…. (idiota eu, eu sei. pra quê corrigir)

Não, mamãe! Você não foi!!

Eu sei, filho. Eu quis dizer que a gente diz “eu estava” ( idiota again)

Onde você estava?

Filho, você estava….  (desistindo)

Mamãe, deixa eu te expicar(sic): você estava na casa da vovó, e eu estavo com o vovô dando comida para os peixes.

Sem mais.

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* Para quem não sabe do que se trata o Tanguy acima, aqui vai a sinopse do filme explicando. Se você ainda não assistiu, assista!

 



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Carta ao Tom # 4 – Você faz três!

Querido Tomás,

Hoje você faz três.

O tempo, implacável como ele só, correu  rápido demais.

O tempo embaçou muitas memórias, aquietou outras mais.

Mas nunca apagou a memória mais viva e mais bonita:

a do dia em que você veio para meus braços de olhos bem abertos, bem escuros, e bem redondos.

Há três anos atrás.

Hoje eu bem que poderia dizer que te amo três vezes mais. Mas é que amor não cabe no vezes um, nem no vezes dois, e nem mesmo no vezes três. Amor, quer saber, não cabe no muitas vezes dez.

Amor cabe num lugar bem próximo do infinito.

E é desse tanto que você é amado. E um pouco mais além.

Nunca se esqueça disso, filho. Do nosso amor por você.

Parabéns, meu pequeno!

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Tagarelices do Tom ou Meu spaghetti tá com chulé – EDITADO

Aqui está a prova do crime. A prova de que o Tom é um tagarela. A prova de que ele não dá muita bola pra comida.

E a prova, sobretudo, de que eu tenho muito o que aprender no quesito filmar meu filho. Perdoem a inaptidão.

E ao que tudo indica, eu também tenho dificuldades com as configurações do Youtube!

Mas que dèbut mais mequetrefe!

 Finalmente, lá vai:

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Diálogos curiosos – pra dizer o mínimo

Tomás ixperto

Tomás anda numa fase nada boa de garfo. Passou de um menino guloso e glutão (no bom sentido), para um menino altamente seletivo e xexelento. Até o que antes comia com gosto, com boca boa, agora deu de fazer caretas e chilicar homericamente se coloco algo que ele diz não gostar em seu prato. Paciência, paciência, e mais paciência. Criatividade, criatividade e mais criatividade têm sido as palavras de ordem para fazê-lo comer de maneira saudável e variada.

Trata-se de uma fase, mais uma de muitas, eu sei. Mas como mãe, às vezes dá um desespero, bate uma incerteza, é como se nunca fosse passar.  A gente sabe que passa, né! Sempre passa.

Então que dia desses, ao chamá-lo para comer ele me veio com essa:

Mamãe, eu não sou Tomás. Eu sou um tipo de bichinho.

É mesmo? Qual bichinho você é?

Eu sou um elefante!

Hum… e aproveitando a deixa… Elefantes a-do-ram cenoura, brócolis, beterraba, batata doce!

Gente, pra ser sincera nem sei o que elefante come, mas eu não podia perder a oportunidade.

Depois de minutinhos de silêncio, ele me responde:

Mamãe, eu não sou mais um elefante. Eu sou um urso!

Uau! Ursos comem muito!

É, eu sou um urso porque eu só quero comer salmão! Tem salmão hoje?

Pensa que o menino nasceu ontem? Embasbacada só consegui responder que não, não teríamos salmão. Ele teria que se conformar com uma polenta turbinada.

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Tomás matador

Voltando da varanda, vem meu filho em tom muito sério:

Mamãe, o manjericão e a salsinha morreu* porque eu tirei terrinha do vaso.

Toda preocupada para que ele não se sentisse culpado com a “morte”  do manjericão e da salsinha, eu digo:

Não, filhote! Eles morreram porque estava (isso mesmo, no passado) muito calor e a mamãe esqueceu de molhar.

Tomás inconformado responde:

Nãaaaao, mamãe! O manjericão e a salsinha morreu* muuuuuuuuito depois que eu tirei a terrinha.

OK, Tomás! Nossas ervas morreram de morte matada e não de morte morrida.


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Tomás pidoncho

Meu filho adora bolo.  E não gosta pouco não. Já fazia um tempo que não saía bolos da cozinha, e ao dar-se conta da falta, Tom não deixou por menos.

Mamãe, que cheiro é esse?

Cheiro? Não estou sentido, Tom.

O que que tem no forno?

No forno? Nada, filho! Respondo espantada.

Ah!, então faz um bolo pra mim!

Fiz, né! E me restou outra alternativa depois de um pedido feito assim?

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Tomás por ele mesmo

João dando banho no rapaz. De repente:

Papai, sabe o que eu queria muito?

O que, Tom?

Eu queria muito que na barriga da mamãe tivesse um bebezito.

Ah, você queria um irmãozinho? 

É.

Vamos conversar com a mamãe sobre isso.

Tá bom!

Ahm? Oi? Como? Estou me fazendo de morta até hoje.

Quem pode com um menino desse?



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Mais do que tudo

Tomás, disse pro meu filho enquanto preguiçávamos na cama num domingo à tarde, a mamãe te ama!

Aqueles olhinhos redondos me fitaram e sorriram, sem saber exatamente o significado daquela frase, mas visivelmente aquecido pelo calor dela.

E tem mais! Continuei em tom de brincadeira, passando a mão naquela vasta e encaracolada cabeleira: a mamãe te ama mais do que dormir com chuva, mais do que passear na floresta, mais do que…

E meu filho entendendo a brincadeira completa: mais do que chocolate, mamãe?

Risos e abraços e carinhos e beijinhos sem ter fim. E uma vontade enorme, infinita mesmo, de que o mundo inteiro conhecesse aquele nosso amor ali.

Infinitamente mais do que chocolate

Da poesia da vida, gracinhas do tom, Tomás

Ao pé da letra

Tomás adora música. E adora o violão do pai, o qual ele chama carinhosamente de volão.

E ele pede volão, volão, volão insistentemente. Assim como são todos os seus pedidos. Quando João está em casa, é uma bagunça só. E o pequeno cantarola um Ré, um Dó, um Sol aleatoremante com o pai, e ensaia uma dancinha, agachando e subindo, e mexendo os bracinhos. E ri, e abre e fecha o case do violão, e entra no case do violão, e segura nas cordas enquanto o pai toca.

E quando o pai não está em casa, eu, a mãe, desprovida de todo e qualquer talento musical, tenho que fingir aptdões inexistentes e pegar o raio do volão. E cantar. E fingir que toco. A bagunça comigo, não é completa, mas quebra um galho.

E então que dia desses depois da nossa “aula de iniciação musical”, eu já cansada e querendo partir para outras atividades, dei um basta, prometendo que “amanhã” a gente brincaria mais de violão. Como sabemos, o amanhã, o depois, o mais tarde, o daqui a pouco, e demais variantes, simplesmente não existem no universo de uma criança de dezenove meses.

E então que Tomás embirrou. E protestou. Mas não teve jeito, e o violão foi guardado. Mas para Tomás, o assunto estava longe de ser encerrado. E muito esbravejou, e muito choramingou. Eu tentando consolar o pequeno músico, soltei:

– Tomás, agora nós vamos preparar o jantar, tá bom? Vamos ajudar a mamãe; vem brincar na cozinha com as panelas e as colheres de pau.

– Não não, não (com dedo em riste, para que não me restassem dúvidas). Volão, volão, volão, VOLÃO (numa escala acima).

– Tomás, agora não. E com o sorriso mais terno: Vem aqui com a mamãe.

E choramingo, choramingo, e nhé, nhé, nhé sem fim.

E daí que eu me cansei. Posso minha gente, me cansar quando meu menino resolve ser tão pitizento? E daí que eu falei impaciente, já:

– Tomás, agora não é hora de brincar de violão. E pode parar com esse mimimi!

E a resposta de Tomás, entre um resmungo e uma lágrima falsa, foi:

– Só, Só, Sol.

Não deveria, mas não consegui segurar o riso. Não mesmo!

E o ser humano em questão só tem dezenove meses.

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Post em homenagem ao pai do Tomás que está viajando há dias. E há dias deixou uma casa sem música e sem bagunças. E há dias deixou uma mãe e um filhote padecendo de uma saudade contínua. E há dias deixou dois corações desafinados batendo fora do ritmo.