Da poesia da vida, gravidez, parto, segundinho, uk, Violeta

nasceu!

nossa primavera ficou mais cheirosa, mais bonita e mais florida desde a semana passada com a chegada da nosssa flor.

depois de 40 semanas + 6 dias, depois de achar que ficaria grávida para sempre, depois de luas e mais luas…

Violeta nasceu às 18:58 h de uma quinta-feira, véspera de feriado, muito saudável, fofinha e cabeluda. e linda linda linda !

seja bem-vinda minha flor! Violeta nosso amor💜💜💜


volto com detalhes assim que possível.

amamentação, dica quente, gravidez, mamalicious, naturebices, parto, parto humanizado, segundinho, uk

meus favoritos

tem três coisas que eu usei na gravidez passada, e dessa vez não poderia ser diferente. porque coisa boa a gente agarra um amor e não deixa de lado por nada. na verdade, eu só tenho óleos para eles. perdoem-me o trocadilho infame, e vamos ao que interessa.

o primeiro deles, eu uso desde o começo da gestação, e na minha opinião é simplesmente ma-ra-vi-lho-so!

é o óleo da weleda para prevenção de estrias. eu não tenho palavras para dizer o quanto amo esse óleo. o cheiro é suave,  absorve super rápido na pele, super efetivo e além do mais, ele é feito com ingredientes naturais. nada de parabenos e outras porcarias mais.

img_20170210_095054_562.jpg

até tentei fazer uso de outro óleo, mas o cheiro me embrulhava o estômago, além de me deixar toda melecada. eca!

como eu disse, eu uso desde o começo da gravidez, e depois do parto também, quando a barriga começa a voltar para o seu tamanho original.

o outro óleo igualmente fantástico, é  também da weleda, e é para massagear o períneo. se você deseja um parto natural, deveria fortemente considerar usá-lo. diferente do óleo para barriga, esse óleo é para ser usado a partir da 34. semana da gravidez.

img_20170210_094955_048.jpg

as instruções de como massagear o períneo você vai encontrar no folheto explicativo que vem na embalagem.  não precisa ser todo dia, três ou quatro vezes por semana já são suficientes. uma dica: faça de bexiga vazia. outra dica: peça ajuda para seu parceiro/marido/namorado para fazer a massagem. não precisa me agradecer por isso ;-).

a minha recuperação física depois do parto do tomás foi excelente. eu sentava, agachava, ia sem problemas ao banheiro. é claro, que ter uma equipe humanizada foi fundamental, mas o óleo também cumpriu sua função. não apenas recomendo, como usarei novamente.

o último, mas não menos importante,  óleo da minha lista é o óleo que ajuda na amamentação.  atenção agora: ele não vai sozinho resolver os seus problemas. se você estiver tendo problemas para amamentar consulte um profissional de saúde entusiasta da amamentação para orientá-la.

img_20170210_094834_800.jpg

ele é feito com óleos essenciais naturais (assim como todos os óleos da weleda),  que ajudam a estimular o fluxo de leite. e é para ser usado a partir da 38. semana de gestação.

como o tomás nasceu de 38semanas + 3 dias, quase nem deu tempo de eu usar grávida. mas o alívio que o óleo me trouxe, especialmente no começo, quando o leite parece descer de uma vez e o bebê não dá conta de tomar aquela quantidade de leite, foi e-nor-me!

eu esvaziava meu peito massageando com o óleo e  se não fosse por ele, certamente teria sido infinitamente pior.

o chá da weleda para amamentação também é bárbaro! além de, na minha opinião, ser delicioso. não veja a hora de voltar a tomá-lo!

para mim vale a pena todo investimento (porque sim, weleda não é baratinho) e eu recomendo fortemente esses óleos de ouro.

desnecessário dizer que sou fã número um da linha calêndula para bebê da marca.

e é isso. esse post não é jabá e coisa boa a gente passa pra frente mesmo!

 

 

aguenta coração, Da poesia da vida, gravidez, mundo afora, segundinho, uk

30 semanas

cheguei à trigésima semana, e quero deixar aqui registrado o quão chocada eu estou com a rapidez que esta gravidez tem passado. serião!

se a bebê tiver pressa como o irmão, que cutucou a bolsa e resolveu sair com 38 semanas + 3 dias, eu confesso um leve desespero. 8 semanas restantes, na velocidade em que o mundo tem girado, é praticamente depois de amanhã!

exageros (e desesperos) meus à parte, minhas preces são para que ela espere o mês de março dentro do forninho. março será um mês cheio de acontecimentos por aqui, e por isso mesmo, seria otimo se ela esperasse minha mãe chegar do brasil, e mais ainda, esperar o joão voltar de viagem. porque parir sem anestesia eu aceito, mas sem marido já é demais.

até aqui a gravidez tem sido super tranquila. a barriga deu um boom, e tenho tido insônia (o que é um ultraje, visto que depois que a bebê nascer dormir não será uma opção no começo), mas apesar da insônia tenho me sentido disposta.

a lista de preparativos para antes da chegada dela caminhou a passos lentos (devido à uma gripe terrível que derrubou o filho, o pai e a mãe. não ao mesmo tempo, mas necessariamente nesta ordem), e ainda assim estou tranquila, uma vez que colocando tudo na ponta do lápis, não falta muito.

falta pouco para conhecê-la e ao mesmo tempo falta muito. percepções e contradições gravídicas. aliás, até aqui nessa gravidez eu fui assim, uma metamorfose ambulante. altos e baixos estados de espírito, emoções à flor da pele, choros porque esqueci de comprar salada… bem diferente da minha primeira, quando eu fiquei constantemente de bom humor e sereníssima; nada me abalava, tudo estava bom. curioso,  não é?

no mais, estou muito satisfeita com minha midwife,  que é muito calma, experiente e atenciosa. e eu queria muito que o universo conspirace a meu favor,  e ela estivesse de plantão justamente quando eu entrasse em trabalho de parto. já pensou que tudo? isso pra mim seria como zerar no tetris da vida.

ando devagar porque a barriga não permite a pressa, e tenho procurado resolver uma coisa de cada vez. riscando item por item da minha to do list. e não existe sensação mais maravilhosa do que ver uma lista com todos os itens ticados. juro que atualizei minhas definições para paz de espírito depois de resolver minhas listas.

e assim segue a vida. e como não posso controlar quase nada, tudo o que me resta é entregar, aceitar, confiar e agradecer. ela que venha no tempo dela, que as coisas aconteçam no tempo que tiverem que acontecer. como já bem disse o leminski: não discuto com o destino, o que pintar eu assino.

pois é, com o destino não se discute. e acho que tem muita poesia nessa aceitação, viu!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

a descoberta do nome, gravidez, mundo afora, segundinho

da difícil (e deliciosa ) arte de escolher o nome da bebê

 

sabe,  quando eu morava em são paulo eu tinha uma faxineira chamada rosália. a rosália um dia me perguntou se eu já sabia o nome do bebê (na época eu estava grávida do tomás). como nós ainda não haviámos decidido o nome dele, eu disse  a ela que não, o bebê ainda estava sem nome.

rosália com toda sua simplicidade me disse que eu precisava escolher um nome bem do jeitinho do seu joão e da dona gabriela. como eu não entendi o que ela quis dizer, ela se explicou dizendo que deveria ser um nome comum, assim como o meu e o do joão, afinal de contas o diferencial do meu bebê já era a sua classe social e o sobrenome que ele carregaria.

o filho dela, por exemplo, se chama kelvin e ninguém mais na escola, ou na rua, ou no bairro tem o mesmo nome do filho dela. porque sabe dona gabriela, joão da silva tem de monte, mas kelvin da silva só tem um.

aquilo me calou fundo.

eu nunca mais me esqueci disso. e ficou claro para mim, que embora todos os pais e mães, em algum momento da gravidez, se ocupem com o tema nome que o bebê receberá, essa “problematização” exagerada, às vezes,  é muito mais uma questão para classe média branca, dentro do modelo família chamado tradicional.

afinal, uma celebridade qualquer escolher um nome diferentão pode ser bacana, mas uma pessoa comum, uma diarista, por exemplo, inovar na escolha, já é coisa de pobre.

juro que antes eu criticava essas pessoas por escolherem grafias pouco usuais, ou combinações de nome nada ortodoxas; afinal, existem várias gabrielas, mas gabrielly, com sorte, só a minha filha. existem outros cléber e outros edson, mas cleberson, só meu filho. e sem juízo de valor aqui, os exemplos são aleatórios, e apenas para explicar meu ponto de vista.

esquecemos que no brasil, infelizmente, ainda existe uma massa analfabeta ou semi-analfabeta*, que provavelmente (isso é uma dedução minha, sem respaldo científico) deve se encantar com a possibilidade de dar ao filho um nome cheio de volteios. eu sei também, que nem todas as pessoas que escolhem grafias duvidosas e/ou nomes nada convencionais, possuem a mesma simplicidade e o mesmo pensamento da rosália. nesses casos eu me pergunto por que um tabelião não orienta a pessoa que vai registrar? será que eles são proibidos de o fazerem? de verdade, eu queria saber. se alguém souber, por favor, me responda.

então, perceba que querendo ou não, nosso nome é nossa assinatura no mundo, e diz muito sobre nossas origens. não só, mas inclusive social.  e não sou só eu que falo isso, não. muitos estudos sobre nomes já foram feitos. por exemplo, na alemanha, alguns nomes já são olhados com preconceito pelos professores, antes mesmo deles virem a conhecer os alunos. o mesmo aqui na inglaterra. não só na escola, como também mais tarde, ao se candidatarem para um emprego.

nome é coisa bem séria. carregar um nome com o qual a pessoa não se identifica ou pior, que a pessoa venha a se envergonhar, deve ser um martírio. nosso nome é como nos apresentamos e como somos conhecidos, não é mesmo?

*********************************************************************

mas o post acabou tomando um rumo muito sério, rumo esse que eu não queria que ele tomasse.

traremos agora uma certa leveza. não saia da frente da tela.eu, por exemplo, tenho um nome que muito me agrada e que acho muito bonito, mas que eu jamais colocaria numa filha minha. o nome em questão é pia, e vem do latim piu, um adjetivo que que dizer piedoso. mas eu tenho certeza que você não pensou em piedade quando leu pia; certamente você pensou em pia como substantivo ou ainda, como flexão do verbo piar.

são nessas horas que a gente para e pensa. a grafia não é nada extraordinária, o significado é bonito (na minha opinião), mas… por razões óbvias acima citadas, é um nome que traria problemas.

eu tentei dar um sambarilove no nome e cheguei a sugerir pina, que é outro nome que me encanta, mas o joão vetou. pô joão, e a pina bausch?

e tem também um nome que eu li pela primeira vez, eu deveria ter uns doze anos. minha mãe sempre assinou aquela revista arquitetura e construção, e eu sempre adorei ler as revistas da minha mãe. naquela edição, de tantos anos atrás, tinha uma reportagem de uma família que reformou um sobrado numa vila em são paulo. a reforma ficou espetacular, até hoje me lembro da cor da casa, da árvore plantada na frente, do jardim…

mas no fim da reportagem, aparecia o casal com os filhos, um menino e uma menina. e o nome daquela menina, fez meu coração sobressaltar. o nome dela era violeta.

embora meu marido seja neutro em relação a violeta, ele não é muito entusiasta. não tanto quanto eu. e confesso que me dá uma dorzinha no peito abrir mão do nome. mas nessas coisas não tem como forçar. ou é o nome da nossa bebê, ou não é. e eu, infelizmente, devo admitir que não parece ser. aguardo esperançosa por uma reviravolta.

*********************************************************************

tem também os nomes vetados, que nem puderam ser mencionados mais uma vez, que tiveram vida muito curta. a saber:

1. joana (joão achou brega ter uma filha joana, sendo ele mesmo joão, humpf),

2. olivia (não sei o porquê desse desgoto com o nome),

3. cora (segundo ele, fora de cogitação. segundo eu mesma, descabidamente).

ah, e tem os nomes que para o maridão além de terem vida curta, entraram na categoria non sense de gabriela. são eles:

  • rosa. gente, qual o problema com rosa? muita gente, inclusive meu marido, diz que rosa é nome de velha. oi? e aurora por acaso não era até trêsantonte? e o que dizer de eva ou joaquim? todo mundo dizia ser nome de gente velha e estão aí, com tudo. e são lindos!
  • florence. eu sabia que ele jamais aceitaria, mas propus mesmo assim. e gosto mesmo. e tenho dito!
  • stella. fala pra mim desde quando stella é non sense? homens…
  • lilly. sem palavras…

emma e lucy também foram excluídos, por serem, segundo ele, muito ingleses.

veja, existe uma dificuldade real, afinal de contas, procuramos um nome que tenha uma grafia simples, e que funcione tanto em português quanto em inglês.

tá fácil, não.

*********************************************************************

deixa eu contar um historinha aqui pra você.

eu sempre tive cadernos onde eu escrevia minhas coisas. não eram diários, eu escrevia sempre que queria, às vezes, mais de uma vez no dia, às vezes ficava um tempo sem escrever.  eu copiava poesias, escrevia as minhas próprias, falava sobre um filme que tinha visto,  uma viagem, um passeio que havia feito, me queixava, me alegrava… enfim, sempre fui de tomar notas sobre minha vida.

os anos se passaram, estava eu já grávida do tomás, bem na reta final,bem barriguda. já havíamos descobrido que o nome dele era mesmo tomás, e então, num belo dia, meus pais foram nos visitar.

minha mãe trazia consigo uma sacolinha cheia desses meu caderninhos da minha infância/adolescência. disse que  havia trazido por não saber o que fazer com eles. se eu quisesse que os guardasse na minha casa, se não, que os jogasse. deixei-os de lado, e passamos o fim de semana conversando, passeando, comendo e descansando. mal sabia eu que seria o último fim de semana sem bebê.

lá pelo meio da semana, eu resolvi dar uma olhada naqueles cadernos antes de jogá-los. e me diverti muito ao reler tanta coisa de tantos anos passados. mas um dos cadernos me deixou perplexa.

era do ano de 1994. eu tinha quatorze anos (entreguei lindamente minha idade agora). e no meio de tantas páginas, em uma delas, eu escrevi assim:

9 de junho de 1994

querido diário, hoje é meu aniversário. hoje eu faço quatorze anos, mas eu queria ser bem mais velha. eu queria viajar o mundo. eu queria ter um namorado.

não faz mal. um dia, diário, eu vou viajar o mundo inteiro. e vou morar na inglaterra.

o meu namorado vai ser muito inteligente e vai querer viajar comigo. eu vou me casar com ele, e nós vamos ter dois filhos. um vai ser menino, e vai ter uma menina também. o nome do menino vai ser tomás e da menina vai ser …..

e a carta continuava.

quando eu li aquilo, eu corri mostrar para o joão. nós rimos muito, mas não pudemos deixar de nos impressionar com o fato do nome do tomás ter sido escolhido aos meus quatorze anos de idade. e juro, juradinho, que não me lembrava disso.  imagina, durante a gravidez o tomás foi miguel, foi lucas, foi tiago, foi téo, foi max…

bom, mas e o nome da menina? pois é, como a gente se lembrava de antemão dessa carta, e portanto, já sabíamos da existência do nome, eu fiquei bastante relutante em colocá-lo na rodada de nomes.

mas, por mais incrível que pareça, é o nome mais forte e mais cotado. não vou dizê-lo agora, porque sou muito influenciável. e por mais que seja o mais forte, ainda não é o definitivo.

ainda falta muito pra conhecer o mundo inteiro, mas muita coisa da minha profecia aos quatorze anos se concretizou. afinal, me casei com meu primeiro namorado, e quando eu disse que ele seria inteligente, eu não imaginva que seria desse tanto que ele é. nem tampouco imaginava que ele não só iria querer viajar comigo, como iria me arrastar para todo canto com ele. na época  em que reli o que havia escrito, a inglaterra não fazia parte nem dos nossos planos mais remotos, e pá…cá estamos. e temos um tomás. e teremos uma menina. ou seja…

agora, se esse vier a ser mesmo o nome dela, eu já posso mudar os rumos da minha vida e me tornar a próxima mãe diná, né nom!

tô até vendo a plaquinha que eu vou por na minha tenda: mãe gabriela. traz amor. traz viagens e descobre o nome do seus filhos. e aí, se anima?

*segundo dados de 2015 do ibope a porcentagem de analfabetos no brasil é de 8,7%. os números chegam a 27% se incluirmos os analfabetos funcionais, aqueles que reconhecem letras e números, mas não conseguem ler e escrever propriamente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

gravidez, mãe zen, parteiras, parto, parto humanizado, segundinho, uk

tempo de espera ou too much information de uma uma só vez

a espera do gestar é, para mim, a única espera realmente gostosa. às vezes bate aquela vontade louca de ter o bebê nos braços, mas ao mesmo tempo é muito gostoso sentir o bebê dentro de mim.

não sei se pelo fato desta ser minha última gestação, ou se pelo fato de já ter passado por uma gravidez, ou se pelas duas coisas, só sei que tenho a impressão de que o tempo tem voado agora.  quando me dou conta o aplicativo no meu celular já me avisa que o bebê está do tamanho de uma banana, e só o que penso é que ontem mesmo eu tinha completado 16 semanas. uma loucura!

apesar da rapidez com que tem passado, temos todos curtido muito a barriga. tomás tem sido extremamente carinhoso, curioso e participativo. tenho certeza de que ele será um super irmão! sempre me pergunta como me sinto, faz carinho na minha barriga, conversa comigo sobre possíveis nomes,  não esquecendo de reforçar que quem escolhe o nome é o bebê. aliás, que fase gostosa essa em que está meu primogênito: muito companheiro, esperto, curioso, engraçado, carinhoso, e por vezes, tão crescido, tão independente, um lord… a cada dia meu amor por ele só faz crescer! incrível isso de amar um filho (e mais de um, no caso)!

ah! esqueci de mencionar que teremos uma menina!estamos muito felizes com a chegada de uma bebéia, mas não tenho dúvidas de que estaríamos igualmente felizes se fosse um menino. eles são o que são independente do gênero, isso é certo. mas sim, estamos contentíssimos com o fato de ser uma menininha!

a descoberta não nos fez pintar o quarto de rosa, nem qualquer coisa do tipo. aliás, ela vai ficar no nosso quarto nos primeiros meses, pois eu quero amamentar assim como fiz com o tom. e também porque eu não estou com a menor vontade de mexer no quarto de hóspedes para torná-lo um quarto de “bebê”.  dividir quarto com o irmão está fora de cogitação, pelo menos por agora. o gap entre eles é muito grande, e um bebê “atrapalharia”o sono do tomi, com suas intermináveis acordadas para mamar e trocar fraldas. mas pra ser bem sincera, o que torna o argumento irrefutável, é porque eu quero mesmo que ela fique no nosso quarto!

sobre nomes, e eu ainda quero escrever um post só sobre isso (porque adoro), temos dois. dois diametralmente opostos, mas igualmente lindos hehe. porém, ainda não batemos o martelo.  o tom tem razão, ela é quem precisa nos assoprar o nome dela! aguardemos então.

a bebéia tem mexido bastante e tem se desenvolvido bem. no ultrassom de 20 semanas a midwife me disse que minha placenta estava baixa (placenta praevia) e por isso, eu terei que fazer outro ultrassom com 34 semanas. prometi pra mim mesma não me preocupar, não me desesperar. conversei com um médico que me acalmou, dizendo que 20 semanas é muito cedo para definir um diagnóstico de placenta praevia e consequentemente de uma cesárea. sigo confiante no parto natural e com pensamento positivo de que tudo há de dar certo.

por falar em parto, logo na primeira consulta com a midwife ela me perguntou onde eu queria ter o bebê: em casa, numa casa de parto ou no hospital.  eu disse que precisava pensar, e no formulário ela colocou a opção default, que é no hospital. Mas me disse que não havia problema nenhum em mudar mais tarde.

ela me falou do parto domiciliar com uma segurança e uma naturalidade espantosas. no entanto eu, particularmente, exclui o parto domiciliar. é seguro, ainda mais pra quem já pariu um filho e tem uma gestação sem intercorrências como é o meu caso até aqui, mas não sei, sinto que não é pra mim. até reli o livro da ana vieira pereira, do ventre ao berço: em casa; é encantador, é mágico… porém tem uma pulguinha atrás da minha orelha, uma coisa aqui dentro me dizendo que não. ainda não consegui nomear o porquê dessa resistência, desse receio, só sei que por ora, prefiro aceitar e respeitar-me.

fiquei com a casa de parto (birth centre), que aliás é dentro do hospital, porém em nada lembra um hospital e é comandada apenas pelas midwives. o fato de não parecer um hospital, mas ter a estrutura de um a uma porta de distância me tranquiliza. não sei viu, parece que a gente vai ficando mais velha e vai ficando mais medrosa. a segurança de um hospital tem gritado na minha cabeça.

cada parto é um parto, e por mais que eu saiba o que esperar agora que o parir não é totalmente desconhecido para mim, eu sei que cada filho chega do seu jeito, trazendo consigo o que precisa ser trazido. não tenho mais medo da dor do parto,  mas confesso que o puerpério ainda me assombra. mas como disse lorna, minha midwife: não é porque você teve depressão pós parto na primeira vez, que você terá novamente. além do mais, você terá visitas constantes nas primeiras semanas, e nós costumamos agir muito rápido nesses casos. você não estará sozinha, e não consideramos esse tema um tabu! alívio, alívio, alívio. e muito amô por você, lorna!

mas como disse acima, não quero me preocupar, nem quero me desesperar. por nada, aliás. gestar é tempo de esperar, e que esse esperar seja leve e gostoso, porque certamente deixará saudade. enquanto isso, bora fazer yoga e meditar!

wish me luck, babe! 😉

img_20161124_101523

 

 

 

 

 

 

gravidez, segundinho, uk, um bebê muda o que? tudo

…”te sinto mais bela, te fico na espera”…

Há quem diga que demorou muito. Eu já digo que nessas questões não existe muito tempo ou pouco tempo,  essas coisas acontecem no tempo certo, ou melhor, no tempo delas.

E foi assim, no tempo dele (ou dela) que  aconteceu! Estar grávida de novo é, ao mesmo tempo,  igual e diferente, o mesmo e o novo! Igualmente gostoso como a primeira vez, mas diferente da primeira vez. Muito do mesmo de tudo que já aprendi com a primeira, mas absurdamente novo em tantas outras coisas que pensei que nem existiam. Até mesmo porquê eu vou parir este bebê em outras terras,  e as coisas são um pouco diferentes por aqui. Coisa para outro post.

Fato: não penso, não falo e não vivo tanto esta gravidez como fiz com e na gravidez do Tomás.  E acho isto perfeitamente normal. Já tenho um filho, estou em outro momento de vida, outras demandas… o que não significa que não tenha os meus momentos e pensamentos  (deliciosos e alegres) voltados para a barriga que só faz crescer.

Conto com 18 semanas de gestação, uma midwife bacana, um único ultrassom na bagagem,  uma barriga de respeito,  sem mais enjoos e enxaquecas, sem o sono da morte, uma disposição que achei nunca mais sentir, cabelos brilhantes e uma alegria sem fim!

O bebê chega em Abril e Primavera em mim será!

 
 

 

 

 

gravidez, parto

toda falta de sono será esquecida

ou o porquê da perpetuação da humanidade

para ser bem sincera com você, eu não me lembro exatamente desde quando eu durmo mais de três horas seguidas. inclusive até, já cheguei a perder hora, simplesmente porque meu filho dormiu demais. esta última frase me faz rir horrores: porque meu filho dormiu demais. hahahahahahaha! desculpe, é que falando me parece surreal.

tomás não dormia. ponto. simples assim. não dormia. até pouco tempo atrás eu me lembrava dos anos, meses, semanas, dias, horas e minutos que tinha ficado sem dormir. até pouco tempo atrás, me parecia i-m-p-o-s-s-í-v-e-l voltar a dormir novamente. dormir ininterruptamente, não à prestação, mas à vista, de uma vez só. dormir até mais tarde. dormir. dor-mir apenas. dormir, dormir, dormir.

a boa notícia: com tudo a gente se acostuma, até com sono à prestação. a melhor notícia ainda: a gente volta a dormir.

então num sábado meu filho acordou às oito e meia, me deixou ficar mais meia hora na cama enquanto brincava no seu quarto com seus brinquedinhos. saio da cama às nove, refeita de uma noite bem dormida.

à tarde vamos a um Café. um Café childfriendly onde nos sentamos entre carrinhos de bebês, onde na mesa ao lado uma mãe amamenta seu filho, onde tomamos nossos cappuccinos ao som de jazz e chorinho de bebê. onde meu filho todo menino de si pega os livrinhos no cesto das revistas, senta-se à mesa, toma seu chá de camomila e conversa conosco feito menino grande, contando-nos histórias e causos.

e não só isso. vai ao banheiro, sabe abotoar a calça, lava as mãos, come seu bolo sozinho. e para além de todas as coisas: este mesmo filho dorme uma fucking noite inteira.

então eu olho para o lado e ouço o choro do bebê e digo ai, que gostoso!. então eu olho para o lado e vejo um bebê mamando no peito e digo ai, que gostoso!. então eu quero usar sling de novo, eu quero comprar toda a linha da weleda para bebê de novo, eu quero sentir os peitos cheios de leite de novo, eu quero amamentar de novo, eu quero sentir contrações de novo, eu quero parir de novo, eu quero ficar sem dormir de novo…

ooooops!! dormir à prestação de novo? não dormir de novo?

daí eu me sinto como naquele programa do silvio santos, onde o participante está na cabine sem ouvir nada, e o silvio pergunta: você quer trocar este carro zero quilômetro, esta lava roupa, este secador de cabelo, esta cesta de produtos jequiti e mais cinquenta reais por um par de meias e uma espiga de milho? e o auditório enlouquecido grita nãaaaaaaaaaaaaaaaaao. e  a pessoa na cabine responde siiiiiiiiiiiiiim!

#chateado
#chateado

troque o carro, a lavadora, o secador de cabelo, os produtos jequiti e as cinquenta dilmas por noites de sono e um filho extremamente colaborativo, lindo, educado e cada vez mais independente. e a espiga de milho e o par de meias por um bebê recém-nascido, falta de sono, trocas de fralda, amamentação em livre demanda, puerpério… e o auditório enlouquecido da minha parte puramente racional grita não. e na melhor prova de que tudo passa, tudo muda, de que dor de parto se esquece, etc etc etc, eu interna e inteiramente grito siiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim!

maroto
maroto

a diferença é que a pessoa da cabine quando descobre o que perdeu se decepciona. eu no entanto, não vou perder nada. pelo contrário, o ganho é imensurável, inimaginável, mais do que recompensador.

ok, vou perder algumas (muitas) noites de sono.

mas a boa notícia é: com tudo a gente se acostuma. a melhor notícia ainda: a gente volta a dormir.

mesmo.

*************************************************************************

em tempo:

um bebê, um filho não se compara com nada, absolutamente nada material. a comparação do post é meramente ilustrativa. você não levou a sério, né? que bom!

este post não é um anúncio subliminar de gravidez 😦