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meus favoritos

tem três coisas que eu usei na gravidez passada, e dessa vez não poderia ser diferente. porque coisa boa a gente agarra um amor e não deixa de lado por nada. na verdade, eu só tenho óleos para eles. perdoem-me o trocadilho infame, e vamos ao que interessa.

o primeiro deles, eu uso desde o começo da gestação, e na minha opinião é simplesmente ma-ra-vi-lho-so!

é o óleo da weleda para prevenção de estrias. eu não tenho palavras para dizer o quanto amo esse óleo. o cheiro é suave,  absorve super rápido na pele, super efetivo e além do mais, ele é feito com ingredientes naturais. nada de parabenos e outras porcarias mais.

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até tentei fazer uso de outro óleo, mas o cheiro me embrulhava o estômago, além de me deixar toda melecada. eca!

como eu disse, eu uso desde o começo da gravidez, e depois do parto também, quando a barriga começa a voltar para o seu tamanho original.

o outro óleo igualmente fantástico, é  também da weleda, e é para massagear o períneo. se você deseja um parto natural, deveria fortemente considerar usá-lo. diferente do óleo para barriga, esse óleo é para ser usado a partir da 34. semana da gravidez.

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as instruções de como massagear o períneo você vai encontrar no folheto explicativo que vem na embalagem.  não precisa ser todo dia, três ou quatro vezes por semana já são suficientes. uma dica: faça de bexiga vazia. outra dica: peça ajuda para seu parceiro/marido/namorado para fazer a massagem. não precisa me agradecer por isso ;-).

a minha recuperação física depois do parto do tomás foi excelente. eu sentava, agachava, ia sem problemas ao banheiro. é claro, que ter uma equipe humanizada foi fundamental, mas o óleo também cumpriu sua função. não apenas recomendo, como usarei novamente.

o último, mas não menos importante,  óleo da minha lista é o óleo que ajuda na amamentação.  atenção agora: ele não vai sozinho resolver os seus problemas. se você estiver tendo problemas para amamentar consulte um profissional de saúde entusiasta da amamentação para orientá-la.

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ele é feito com óleos essenciais naturais (assim como todos os óleos da weleda),  que ajudam a estimular o fluxo de leite. e é para ser usado a partir da 38. semana de gestação.

como o tomás nasceu de 38semanas + 3 dias, quase nem deu tempo de eu usar grávida. mas o alívio que o óleo me trouxe, especialmente no começo, quando o leite parece descer de uma vez e o bebê não dá conta de tomar aquela quantidade de leite, foi e-nor-me!

eu esvaziava meu peito massageando com o óleo e  se não fosse por ele, certamente teria sido infinitamente pior.

o chá da weleda para amamentação também é bárbaro! além de, na minha opinião, ser delicioso. não veja a hora de voltar a tomá-lo!

para mim vale a pena todo investimento (porque sim, weleda não é baratinho) e eu recomendo fortemente esses óleos de ouro.

desnecessário dizer que sou fã número um da linha calêndula para bebê da marca.

e é isso. esse post não é jabá e coisa boa a gente passa pra frente mesmo!

 

 

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tempo de espera ou too much information de uma uma só vez

a espera do gestar é, para mim, a única espera realmente gostosa. às vezes bate aquela vontade louca de ter o bebê nos braços, mas ao mesmo tempo é muito gostoso sentir o bebê dentro de mim.

não sei se pelo fato desta ser minha última gestação, ou se pelo fato de já ter passado por uma gravidez, ou se pelas duas coisas, só sei que tenho a impressão de que o tempo tem voado agora.  quando me dou conta o aplicativo no meu celular já me avisa que o bebê está do tamanho de uma banana, e só o que penso é que ontem mesmo eu tinha completado 16 semanas. uma loucura!

apesar da rapidez com que tem passado, temos todos curtido muito a barriga. tomás tem sido extremamente carinhoso, curioso e participativo. tenho certeza de que ele será um super irmão! sempre me pergunta como me sinto, faz carinho na minha barriga, conversa comigo sobre possíveis nomes,  não esquecendo de reforçar que quem escolhe o nome é o bebê. aliás, que fase gostosa essa em que está meu primogênito: muito companheiro, esperto, curioso, engraçado, carinhoso, e por vezes, tão crescido, tão independente, um lord… a cada dia meu amor por ele só faz crescer! incrível isso de amar um filho (e mais de um, no caso)!

ah! esqueci de mencionar que teremos uma menina!estamos muito felizes com a chegada de uma bebéia, mas não tenho dúvidas de que estaríamos igualmente felizes se fosse um menino. eles são o que são independente do gênero, isso é certo. mas sim, estamos contentíssimos com o fato de ser uma menininha!

a descoberta não nos fez pintar o quarto de rosa, nem qualquer coisa do tipo. aliás, ela vai ficar no nosso quarto nos primeiros meses, pois eu quero amamentar assim como fiz com o tom. e também porque eu não estou com a menor vontade de mexer no quarto de hóspedes para torná-lo um quarto de “bebê”.  dividir quarto com o irmão está fora de cogitação, pelo menos por agora. o gap entre eles é muito grande, e um bebê “atrapalharia”o sono do tomi, com suas intermináveis acordadas para mamar e trocar fraldas. mas pra ser bem sincera, o que torna o argumento irrefutável, é porque eu quero mesmo que ela fique no nosso quarto!

sobre nomes, e eu ainda quero escrever um post só sobre isso (porque adoro), temos dois. dois diametralmente opostos, mas igualmente lindos hehe. porém, ainda não batemos o martelo.  o tom tem razão, ela é quem precisa nos assoprar o nome dela! aguardemos então.

a bebéia tem mexido bastante e tem se desenvolvido bem. no ultrassom de 20 semanas a midwife me disse que minha placenta estava baixa (placenta praevia) e por isso, eu terei que fazer outro ultrassom com 34 semanas. prometi pra mim mesma não me preocupar, não me desesperar. conversei com um médico que me acalmou, dizendo que 20 semanas é muito cedo para definir um diagnóstico de placenta praevia e consequentemente de uma cesárea. sigo confiante no parto natural e com pensamento positivo de que tudo há de dar certo.

por falar em parto, logo na primeira consulta com a midwife ela me perguntou onde eu queria ter o bebê: em casa, numa casa de parto ou no hospital.  eu disse que precisava pensar, e no formulário ela colocou a opção default, que é no hospital. Mas me disse que não havia problema nenhum em mudar mais tarde.

ela me falou do parto domiciliar com uma segurança e uma naturalidade espantosas. no entanto eu, particularmente, exclui o parto domiciliar. é seguro, ainda mais pra quem já pariu um filho e tem uma gestação sem intercorrências como é o meu caso até aqui, mas não sei, sinto que não é pra mim. até reli o livro da ana vieira pereira, do ventre ao berço: em casa; é encantador, é mágico… porém tem uma pulguinha atrás da minha orelha, uma coisa aqui dentro me dizendo que não. ainda não consegui nomear o porquê dessa resistência, desse receio, só sei que por ora, prefiro aceitar e respeitar-me.

fiquei com a casa de parto (birth centre), que aliás é dentro do hospital, porém em nada lembra um hospital e é comandada apenas pelas midwives. o fato de não parecer um hospital, mas ter a estrutura de um a uma porta de distância me tranquiliza. não sei viu, parece que a gente vai ficando mais velha e vai ficando mais medrosa. a segurança de um hospital tem gritado na minha cabeça.

cada parto é um parto, e por mais que eu saiba o que esperar agora que o parir não é totalmente desconhecido para mim, eu sei que cada filho chega do seu jeito, trazendo consigo o que precisa ser trazido. não tenho mais medo da dor do parto,  mas confesso que o puerpério ainda me assombra. mas como disse lorna, minha midwife: não é porque você teve depressão pós parto na primeira vez, que você terá novamente. além do mais, você terá visitas constantes nas primeiras semanas, e nós costumamos agir muito rápido nesses casos. você não estará sozinha, e não consideramos esse tema um tabu! alívio, alívio, alívio. e muito amô por você, lorna!

mas como disse acima, não quero me preocupar, nem quero me desesperar. por nada, aliás. gestar é tempo de esperar, e que esse esperar seja leve e gostoso, porque certamente deixará saudade. enquanto isso, bora fazer yoga e meditar!

wish me luck, babe! 😉

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Alemanha, hebammen, o parto, parteiras, parto humanizado

As parteiras alemãs precisam de ajuda!!!!

Aos fatos

As parteiras alemãs correm o risco de se extinguirem (eu sei, parece forte, e é mesmo) apenas e tão somente porque os custos do seguro estão explodindo!

Explico:

Geralmente, as Hebammen (doulas/parteiras alemãs) são autônomas. Mas mesmo trabalhando em clínicas ou hospitais, as parteiras alemãs são seguradas por danos contra terceiros (Haftpflichtversicherung) pela instituição e/ou chefes para os quais trabalham. Ainda assim, elas são aconselhadas a pagarem, por conta própria, um seguro adicional, uma vez que indenizações por ordem de danos causados durante ou após o parto, podem ser gigantescas.

Por conta disso, uma única seguradora na Alemanha oferece seguros para as Hebammen. E ela está aumentando enormemente o valor do seguro. A previsão, caso os preços sigam exorbitantes como estão, é de que as parteiras deixem de exercer a profissão! E sabe por quê? Porque se tornaria inviável trabalhar correndo o risco de ser processada (e tendo que arcar com eventuais indenizações), e mais inviável  ainda cobrar um honorário que cobrisse os gastos com o seguro.

imagem: Martin Schutt/lth/dpa

 

Tá e daí? E daí que o fim das parteiras significaria que as mulheres aqui na Alemanha não teriam mais a opção de escolher como e onde teriam seus filhos, uma vez que a escolha por partos domiciliares ou em casas de parto deixaria de existir. Assim como o apoio dado pelas parteiras às mães no pós-parto também acabaria.

Tá e daí de novo? Eu nem moro na Alemanha…

E daí que hoje, 8 de Março, é o Dia Internacional da Mulher. E no dia Internacional da Mulher nós não somente celebramos tudo o que nossas antecessoras na luta por nossos direitos fizeram, como também nos lembramos que há muito por fazer, e que as mulheres ainda precisam lutar por seus direitos.

E embora muitas não saibam, parir é um direito da mulher. Ah, sua radical, querendo empurrar goela abaixo o parto humanizado!  Toda mulher que quer, que deseja que luta por parir, tem sim o direito a fazê-lo. E fazê-lo com apoio, com respeito, com quem ela escolher e onde ela escolher.

Eu pari meu filho com a equipe que escolhi, no lugar que escolhi. Eu pari meu filho com a equipe mais amorosa que podia existir. Eu tive apoio, eu tive carinho, eu tive respeito. E Tomás nasceu no seu tempo, e foi acolhido da maneira mais humana e respeitosa que existe.

E eu desejo, de coração, que todas as mulheres que desejam trazer seus filhos ao mundo de maneira respeitosa tenham condições para isso. E bem sabemos que é, não só, mas também e em grande parte, através das doulas/parteiras que muitas de nós conseguimos realizar o desejo de parir.

Hoje, Dia Internacional da Mulher, muitas mulheres marcharam em várias cidades da Alemanha, tentando sensibilizar Estado e População para toda essa situação.

Salvem nossas Parteiras


Se você mora na Alemanha, por favor, assine as petições, entre nos grupos sociais de apoio às Hebammen, passe pra frente tudo o que ler a respeito. Aqui, aqui e aqui (links em alemão) você fica sabendo um pouco mais.

No Brasil, felizmente, vivemos momentos de Renascimento do Parto. Mas a luta pelo nascimento respeitoso não deve ser só no Brasil, deve ser uma luta de todos, no mundo todo. E todas nós que lutamos pela causa – seja no batalhão de frente, seja nos bastidores – nós sabemos quantos espinhos já encontramos pela frente, quantos sapos engolimos pelo caminho. E mesmo assim, muitas de nós, ainda amargam  o gosto terrível da incompreensão, da descrença nelas mesmas, amargam o medo e a frustração.

E convenhamos, PARTO e PARTEIRA combinam tanto quanto macarrão com queijo, sorvete com casquinha, namoro com beijo e bebê no peito! Não deixemos o parto morrer, não deixemos o parto acabar, não importa se é aqui ou acolá. Não deixemos muitos menos as parteiras acabarem.

Pois como as Hebammen aqui andam gritando aos quatro cantos: o mundo precisa de parteiras. agora mais do que nunca!

Mais do que nunca, que fique bem claro!