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Mudança pouca é bobagem

Lar doce lar

Os ventos da mudança andam soprando com tanta força para o nosso lado que, não bastasse as mudanças internas, resolvi mudar de casa também. Por sorte, no mesmo país, ainda na mesma cidade.

A terceira do ano. Terceira mudança, e o ano está em Outubro. Inspira… Expira…. Oooooom.

Pois é, quando eu digo que nossa sina é mambembe, cigana o povo acha que eu exagero.

Apesar do trabalho, apesar da dor de cabeça, apesar dos pesares, eu gosto de mudanças. É bem verdade que o processo é, por vezes, doloroso, trabalhoso, massacrante, desgastante… mas o resultado é sempre bom!

Faço minhas as palavras do Chico: as pessoas têm medo das mudanças… eu tenho medo que as coisas não mudem.

E pra completar o espírito de mudança, eu resolvi mudar a cara do blog. Ai se todas as mudanças fossem fáceis, leves e coloridas como essa do blog! O processo todo ficou por conta da Lu e da Flávia, moçoilas que dispensam maiores apresentações de seus já comprovados talentos.

Obrigada meninas pela paciência! E sobretudo pelo resultado! Estou absolutamente in love!

E no meio dessa bagunça toda, eu ando correndo pra ter um casa com cara de casa, administrando um pequeno mais perdido que cachorro em dia de mudança (literalmente) e tendo que lidar com algumas provisoriedades próprias de uma casa nova.

E por falar em provisoriedade… sabe, eu nunca mais vou reclamar de pedreiros no Brasil. Eu começo a crer que existe um pacto mundial entre os pedreiros, pacto esse que os impede de entregar uma casa dentro do prazo estipulado. Prazo esse que os obriga a refazer trabalhos pelo simples prazer de nos ver putos, pelo simples prazer de ter alguém ligando louca e repetidamente porque o aquecedor ainda não funciona, porque a torneira ainda pinga, porque isso e mais aquilo.

Pois é, e ainda assim eu continuando gostando de mudar. De casa, de cidade, de país, de vida, de ideia… Marido e filho ainda são os mesmos. Ufa!

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Pausa para o verão

Eu ando muito emocionada com o fato de há três TRÊS semanas consecutivas estarmos com sol e calor batendo na casa dos trinta TRINTA graus!
Acontece que depois de quatro anos e meio vividos no norte da Alemanha, eu nunca pensei que fosse possível ter um verão destes por estas bandas. Todos os dias nas últimas semanas têm sido de alegria agora, agora e amanhã; alegria agora e depois e depois e depois de amanhã (aquele Axé pra vocês). Sim, porque a previsão anda tão bacana que caso não dê para fazer um grill (bom churrasquinho alemão) hoje, amanhã a gente faz. Ou amanhã a gente vai passear na floresta, ou amanhã a gente vai na piscina, ou amanhã a gente faz o que der na telha porque o sol, ah! o sol há de brilhar mais uma vez!(agora eu me redimi do Axé).
E vamos aproveitando porque sabemos que este verão maravilhoso não é eterno, mas que seja eterno enquanto dure!
Depois destes dias de sol e calor, marido emenda viagem (longa) a trabalho, e na volta tiramos férias em família. De maneira que prometo não voltar em breve, mas quando o fizer, prometo que virei com novidades!
Beijocas nossas!
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O fim do fim

2012 foi o ano que já começou fadado ao fim. Antes mesmo que começasse já se esperava seu fim apocalíptico. Como sabíamos, prevíamos e esperávamos, o mundo não acabou, mas 2012 finalmente, veja só, está para acabar. Acabar de vez, não de maneira catastrófica e desoladora, mas seguindo a ordem natural das coisas, seguindo a ordem do mundo tal como o conhecemos, de um dia que corre depois do outro, de um mês que corre depois do outro,  e que chegando no fim do calendário simplesmente…acaba.

2012 vai se acabando e deixando para trás dias difíceis, dias de dúvidas, dias de desesperanças, dias de pequenos apocalipses, dias de “é o fim da picada”.  2012 vai se acabando e deixando para trás muito cansaço e pouco fazer, muito esperar e pouco aceitar. É… esse ano que já vai passando não foi nada fácil pra mim. É que na vida é assim mesmo, existem anos melhores e piores, anos mais felizes e anos menos felizes. Anos que se vão e deixam muita saudade, e anos que se vão com a leve impressão de que já vão tarde.

E por falar em fim, estamos vivendo nossos últimos dias de Brasil. Passando todo o tempo possível ao lado de pessoas amadas, sabendo que todo tempo possível será insuficiente para retribuir todo o afeto que temos recebido.  Apesar da saudade que já se apresenta a cada despedida, a alegria do novo também se faz presente, e nessas horas não consigo deixar de pensar nas palavras do poeta “coisa que gosto é poder partir sem ter planos, melhor ainda é poder voltar quando quero”. E pra nós, mambembes de coração, muito da beleza da vida está nesse vai e vem sem fim.

O que mais vai chegando ao fim é este post. Mas não sem antes perguntar se você  já parou pra pensar que não há sombra sem luz, dias sem noites, mal sem bem? Assim como não há  fim sem começo. E apesar de, no hemisfério sul, o verão estar em seu auge, e as águas de março estarem tão distantes, o fim de 2012, pra mim, é promessa de vida no meu coração. No meu fim de ano, no meu fim de ciclo, no fim de um mundo muito meu, muito particular, eu sinto aquele frio gostoso na barriga, frio gostoso que sempre sentimos diante do novo.

E este post sem vergonha vai chegando ao fim desejoso de um Feliz Natal, e desejoso das melhores e maiores alegrias para 2013 à todas (e todos, para contemplar meu público masculino, que provavelmente se resume ao meu marido e ao meu pai) que nos acompanham e acompanharam neste longo e pavoroso 2012!

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Nos últimos dias o mundo não acabou, mas muita coisa aconteceu. Dentre elas, Tomás completou dois aninhos. Dois! Já me diziam antes, mas é verdade: o tempo corre! Meu filhote já é um menino.

Quem mais completou dois anos foi a Laura da Dani. Parabéns Laura Linda, parabéns Dani!

E para aumentar o time dos nascidos no dia 20 de Dezembro, nasceu o Leo da Cris! Tão lindo, tão lindo que até dá vontade de ter outro bebê.Mas já passou. Parabéns, querida! Muito leite e muitas noites de sono para vocês!

Até 2013 pessoal!

Para ouvir o melô do fim do mundo é só clicar

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a vida é mais, antes de ser mãe eu não sabia que..., Da poesia da vida, Do cotidiano, tempo escasso

Sei lá…

A pessoa some, o blog faz um ano, o blog está de cara nova e nada, nada da dona do estabelecimento passar por aqui.

Pois é, “sumo não nego, volto quando puder” meu lema atual. Mas falando sério agora… Todos passamos por algumas fases na vida, fases essas que exigem uma certa reclusão, uma certa introspecção. Todo mundo tem seus altos e baixos, seus lutos reais e simbólicos, sua buscas, enfim… todo mundo tem seus momentos de aquietar-se e pensar na vida.

E cá estou eu numa fase de pensar e repensar, de rever conceitos, fórmulas, de rever minha vida, de aceitar o inevitável, de vislumbrar o novo, de renovar esperanças, de arrumar a casa e o coração. Em tempo, casamento e filho vão muito bem, obrigada! Eu falo de questões mais primordiais, aquelas que a gente empurra pra debaixo do tapete sempre que aparecem, mas uma hora a vida cobra postura, cobra resolução, cobra mudança. E ai, que preguiça tratar dessas coisas! Que doloroso até, tratar dessas coisas.

Então, que para viver tudo isso, a gente precisa dar aquele mergulhão na alma, mesmo sem saber o que vai encontrar pela frente, e mesmo sem saber como é que a gente vai voltar de lá.

Assumir riscos, chorar as perdas, sair mais forte, conhecer-se mais de tempos em tempos… ou seja, estou até o pescoço no processo que costumamos chamar de vida.

Como já dissse o poeta, a vida tem sempre razão.

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Tomás aprendeu muitas coisas em pouco tempo. E é ao mesmo tempo bárbaro e assustador, ver o que uma pessoinha como ele já conquistou e conquista diariamente. Aprendeu a dizer não, meu pequeno. Seja esse não falado, gesticulado, ou simplesmente demonstrado, o não dele é convicto.

Como por exemplo, para trocar fralda: Tomás, você fez cocô? E ele faz não com o dedinho. Tomás, fez sim! Vamos trocar. E ele faz não com o dedinho. Tomás, vem pegar a fralda com a mamãe. E ele faz não com o dedinho. E então eu vou até ele, explico que é preciso trocar sua fralda, e ele, sob grandes e escandalosos protestos, se torna um S em meus braços. E vai aos prantos até o quarto, para parar de chorar assim que vê um simples cotonete.

Entre nãos e muitas outras coisas, meu pequeno aprendeu a dar pitis, barracos e siricoticos. E a mãe aqui, tem aprendido que o pequeno está crescendo, e que a cada dia que passa, esse pequeno tem colocado a sua vontade no mundo, vem se conhecendo, se afirmando. E a mãe aqui tem percebido que o pequeno pede autonomia, e que o pequeno, cada vez mais, vai se tornando indivíduo. E a mãe aqui não esperava que fosse tão rápido, e não queria, pra ser bem sincera, que já fosse acontecendo.

Mas já disse o poeta, não há nada sem separação.

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E nessa de ver o filho crescendo, eu me deparei com a realidade de que agora eu sou mais que uma cuidadora. Eu sou uma educadora. Eu e João somos agora pais com p maiúsculo. Agora, não dá mais pra “só” cuidar, trocar, limpar, alimentar… agora é hora de colocar limites, de estabelecer regras, de dar exemplo…

Tomás está numa fase de querer tudo no agora. Não existe amanhã, nem depois. Ele quer, e quer agora. Então, que num desses pitis, querendo com uma urgência, o que para mim não passava de bobagem, eu pedi a ele CALMA, Tomás! E me dei conta, que a calma que eu pedia era para mim mesma.

É claro que como mulher adulta, sei que nem tudo pode ser agora. Mas apenas aprendi nesses 30 anos de vida (quase 32, vai) a esperar, a ser paciente sem chilicar. Por dentro, a ansiedade me come, me devora, meu peito explode. E tem dias, que seu pudesse, eu gritaria muito, e sapatearia muito, e bateria minha cabeça na parede, e diria que eu queria muita coisa agora. Nem amanhã, nem depois… E a vida, nesses dias, me pediria CALMA, Gabriela!

Como mãe, eu preciso reconhecer as urgências do meu filho não como bobagens. Mas também não posso supervalorizar suas querências. É preciso esperar, é preciso aprender a esperar. É preciso aprender que o mundo não gira ao seu redor, nem só para ele, nem quando ele quer. É preciso aprender que tem hora para o sim, e hora para não.

Mas já disse o poeta, não se afobe, não, que nada é pra já.

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Mas apesar das dificuldades, da seriedade da nossa missão como pais, tem dias que eu gostaria de congelar o Tomás. Tem dias que eu gostaria que ele ficasse assim, meio bebezão, meio menino. Tem dias que eu agradeço por me sentir tão mais à vontade ao lado do Tom, tem dias que a fofura é tanta, que nem dá pra saber onde vai tanta alegria, tanto carinho, tanto bem querer no coração.

E vou falar uma coisa, se me permitem… no quesito filho a gente faz tanta merda, mas tanta merda, e apesar delas a coisa engrena, a coisa floresce, a gente cresce sozinho e junto com o filho. E a sensação de estar crescendo, de estar aprendendo, te dá forças, te renova, te faz querer mais daquilo que você nem sabe o que é.

E em alguns dias, (não todos, claro) você levanta da cama com vontade, com disposição para o que vida pede, impõe, cobra… Você levanta com disposição para se enfrentar, se conhecer, se superar se preciso for…

Pois como disse o poeta, só sei que é preciso paixão.

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Gracias , muchas gracias à Flavia querida, a responsável pela cara nova do blog. Eu adorei!

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Fora de serviço

Só para avisar que nosso sumiço se deve à uma rinofaringite do Tomás, aos molares que despontam, uma casa que mais parece o cenário do Armagedon, um marido viajando absurdos e que, quando em casa, é só o pó da rabióla, e uma mãe muito, muito cansada.

Muito tempo longe da internet, muito tempo longe dos blogs amigos, mas como mãe e ser humano que sou, sei que é só uma fase. Apenas uma fase onde tudo parece demorar em ser tão ruim.

Gostei demais dos comentários sobre a trilogia do meu relato de parto. Prometo responder os que ficaram sem respostas.

Beijos e não nos esqueçam!

A imagem vem do blog mãe digital.

Do cotidiano, dormir pra quê?, mães não são de ferro, tempo escasso

Cadê tempo?

Ao que tudo indica, o espírito da falta de tempo baixou sobre as mães blogueiras. Com esta mãe que agora vos escreve não está sendo diferente.

Por isso, este blog ainda tão jovem, fará uma pequena pausa para que esta mãe se restabeleça. Se restabeleça de um bebê engantinhante e tentando ser bípede, que precisa de supervisão constante, caso contrário muitos tombos seguidos de choro inconsolável virão, de um bebê mega irritadiço com dentes despontando, de um bebê que só quer colo, o MEU colo; para que eu possa me restabecer de um bebê que tem dormido pouco de noite e muito pouco de dia. Ou seja, me restabelecer de uma fase high demandante do Tomás.

Preciso de tempo para terminar de escrever meu relato de parto quase nove meses depois do mesmo, preciso de tempo para terminar de escrever meu relato de amamentação, preciso de tempo para alimentar este blog. Preciso de tempo para cuidar de uma anemia que insiste em não regredir, e para isso, preciso de mais tempo para cuidar da minha alimentação, que confesso, andei negligenciando. Preciso de tempo para fazer uma atividade física para descansar o corpo e a mente, preciso de mais tempo com o João.

Como se não bastasse, pintou um trabalho, e por mais que eu tenha decidido dedicar este ano para o Tomás, trabalho a gente não nega, né?!

Então colegas de batente e leitores queridos e fiéis (oi família!), meus posts serão mais esporádicos, assim como a troca cazamiga tudo. Mas prometo aparecer por aqui sempre que possível, e fazer visitas na casa docês, mas não prometo comentários. Porém, não percam as esperanças, e nem desistam de nós! Muitas ideias, muitas novidades para os próximos meses estão surgindo. Garanto que a espera valerá a pena!

Força na paçoca para todas nós!

E para as que já estavam com saudades, uma foto do meu mequetrefinho insone mega lindo.

Ei, mamãe! Fases piores e mais difíceis virão. Eu prometo!