Alemanha

é promessa de vida no meu coração

ou mudança de hemisfério, mudança de percepção

no brasil o sol é algo dado. tão dado que contamos com ele todos os dias. e como todas as coisas que nos são dadas, assim de mão beijada, chegamos a dá-lo como certo, todos os dias. chegamos até a reclamar de sua presença.

na alemanha eu vim perceber que o sol é algo esperado, ansiado, desejado. e todas as coisas esperadas, quando chegam são aproveitadas, comemoradas, agradecidas.

eu nunca achei que sentiria falta do sol. por ser mal acostumada a tê-lo sem pedir que viesse, imagina, cheguei a fugir dele.

hoje, me vejo correndo atrás de migalhas de sol, de franzinas nesgas, de minguados raios. mesmo quando aparece timidamente, como que a fazer força para romper com as nuvens, que parecem poder mais do que ele. ele, o astro rei, que brilha tão soberano no brasil que nasci e cresci.

hoje, depois de dias e dias sem sol, depois de dias de um cinza sem fim, o sol apareceu. firme, claro, forte. e até agora reina absoluto no céu. o seu calor, ainda não se pode sentir, mas a sua luz, apenas ela, já nos aquece o coração.

luz que mostra que os tristes dias de inverno estão chegando ao fim. ou será muita vontade minha de que ele chegue ao fim?

mas hoje, nem pensei se o fim do inverno está próximo ou não. hoje eu saí depressa, com pressa de aproveitar toda a parte que me cabe debaixo do sol. hoje não foram migualhas. hoje foram alegrias em forma de céu azul e luz dourada.

em dias assim, ensolarados, o mundo parece ser mais bonito e mais feliz. de fato, o humor das pessoas muda: a caixa do supermecado, os atendentes na padaria, os motoristas de ônibus, a pessoa que levou uma fechada de bicicleta…. todos ficam mais leves, mais simpáticos, mais felizes.

e eu só acho que deveria ser decretado que toda sexta-feira deveria ser de sol e céu aberto. porque toda gente merece, vez ou outra, achar que a vida que se leva, apesar dos dias cinzas e frios, está muito perto da vida que se deseja.

esperança não costuma ser algo dado, por isso mesmo quando aparece é festejada. nada melhor do que um dia de sol para renová-las. mas isto eu só acho.

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p.s.: eu sei, não deveria, mas sempre escrevo na pressa, num rompante, deixando os pensamentos saírem mais ou menos na hora que aparecem. nunca, ou quase nunca, reviso meus textos. por isso mesmo, acabo cometendo muito mais erros (crassos) de português do que gostaria. hoje, ao reler o texto da semana passada, quase caí para trás e quis me enterrar de tamanha vergonha. erros corrigidos. se alguém notar algum (s?) mais, por favor, me avise. obrigada, a gerência :-D!

p.p.s.: um ótimo fim de semana a todxs. com ou sem sol.

 

 

Alemanha, antes de ser mãe eu não sabia que..., Do cotidiano

o dia em que eu quase chorei

ou o dia em que eu quis um pósparto assim

eu não me envergonho nem um pouco em dizer que a minha decisão em ter um segundo filho foi adiada por motivo de: pós-parto tenebroso.

também não me envergonho em dizer que passei alguns anos (principalmente os dois primeiros anos) dizendo que nunca jamais nessa ou em qualquer outra vida eu teria um segundo filho. fato este até já narrado aqui : DAS CONVICÇÕES, O MEDO DO SEGUNDO, A STARBUCKS E O MUNDO DOS SONHOS

tampouco vou omitir que eu ficava muito pê da vida com qualquer pessoa que duvidasse da minha decisão de não ter mais filhos. ou com qualquer pessoa que risse dela.

tudo são águas passadas. a falsa convicção em não ter mais filhos. os dias sombrios do puerpério. graças a deus minha vida mudou, quem me viu quem me vê, a tristeza passou. citando camões: mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, muda-se o ser, muda-se a confiança; todo o mundo é composto de mudanças, tomando sempre novas qualidades. amém mil vezes, camões!

mas antes de ontem, um amigo do tomás veio aqui casa brincar com meu filho. e a mãe dele também veio. e é muito legal ver os dois brincando, e mais legal ainda ficar conversando com gente grande. ainda mais com ela, que é uma pessoa super bacana.

nós estávamos falando sobre segundo filho, entre outras coisas. mas sobretudo sobre isto, de ter o segundo filho. no que a mulher me solta que depois que o filho dela nasceu ela se sentiu tão bem, tão forte, tão autosuficiente, que o marido até se ressentiu dela nunca precisar dele para nada!

como é que é??

e antes que eu achasse que as alemãs são seres geneticamente modificados, que dão à luz com rapidez e eficiência, que não padecem no vale de choro e de lágrimas do puerpério AND dão conta de dois, três filhos pequenos sozinhas, muitas vezes sem família por perto, e em todas as vezes sem faxineira, ela me disse que na verdade, ela era uma exceção. ufa, já me sinto melhor agora.

pois eu era o oposto da força. eu só fazia chorar e não entendia o porquê de tanto choro. eu precisei da ajuda do meu marido e do mundo inteiro. olha, eu precisei buscar forças e nem sabia de onde tirar. alguém tinha de ser responsabilizado por tudo aquilo. e quem eu responsabilizei? a dor do parto, é claro!

o parto foi ótimo, foi rápido para uma primípera, foi sucesso. amamentação idem. mas o puerpério, olha… difícil.

se me perguntassem há três anos atrás se, caso eu tivesse outro filho, eu teria um parto natural novamente, a resposta era um sonoro e redondo não.

hoje se me perguntarem: segundo filho? quero!! parto natural? com certeza, quero!!! puerpério estilo alemão? queeeeeeeeeeero!!!!!

não dá para assegurar essas coisas, afinal cada gravidez é uma, cada parto é um e cada filho é único. e hoje, eu só sou o que sou graças ao tomás, graças à todas as coisas que ele me trouxe e que com ele eu aprendi e tenho aprendido.

como diz a sabedoria popular, o segundo filho deveria vir antes do primeiro. mas não vem, e a gente aprende na marra mesmo. aprende inclusive, a passar pelas dores do parto e do puerpério. e aaaaaaah que clichê, sai mais forte delas. começo a suspeitar das verdades escondidas nos clichês….

mas olha, eu nunca desejei tanto na minha vida ser uma exceção como minha amiga alemã, e ter um puerpério excepcionalmente maravilhoso!

levando em conta que eu já tenho um filho pra criar, será que eu posso?

 

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mudei o layout do blog e vou continuar mudando sempre que me der na telha, ou até que esgotem as possibilidades do wordpress. ou seja, nunca. e se reclamar eu mudo de novo amanhã. e depois também 🙂

p.s.2 (tá na moda p.s, né?): na coluna blogs que sigo aparecem apenas os do wordpress. assim que eu conseguir adicionar azamigas do blogger vocês aparecerão aqui, viu migues!

 

 

 

Alemanha, mudança, mundo afora

aliar o discurso à prática

ou da difícil arte de encontrar o equilíbrio

eu sempre gostei de mudanças. de todos os tipos: mudar o corte de cabelo, a mobília da sala, mudar de casa, de cidade, de país, mudar de opinião… talvez por gostar tanto de mudanças é que eu tenha encarado a maior mudança da minha vida, que claro, foi a maternidade. mas hoje não é sobre isso que quero falar.

há tempos já, que eu (nós aqui em casa, no caso) estou numa pegada mais consciente quando o assunto é consumo. pelo menos eu achava que estava.

a maneira como eu passei a consumir foi uma grande mudança na minha vida. ao invés de ter dez cremes para o rosto, eu passei a comprar um único, cuja origem é a mais natural possível, e que na sua produção não sejam, nem pessoas,nem o meio ambiente, prejudicados. do creme passou para todas as outras coisas: roupas, gêneros alimentícios, shampoos, sabonetes…

por serem mais caros, verdade seja dita, eu pasei a pensar muito mais antes de investir.

porque um mundo onde crianças um pouco maiores que meu filho colhem algodão pra eu comprar roupa baratinha baratinha aqui na alemanha, não pode ser considerado justo. porque um mundo onde gente dorme nas fábricas para produzir produtos baratos que “pedem” para serem substituídos a cada seis meses, não pode dar certo.

fácil? ai se fosse. tem minha consciência gritando pelas desigualdades de um lado. e tem meu bolso gritando pelas economias,de outro.

e tem meu filho que cresceu mais do que abobrinha no último ano, com calças batendo nas canelas, e blusas mais mostrando do que cobrindo o umbigo. sem contar as esfregações de roupa parquinhos da vida afora. cara, moleque acaba com as roupas. como fazer? se eu fosse investir somente em roupas produzidas com algodão orgânico e, comprovadamente, sem mão de obra escrava, eu estava perdida, falida,fudida.

acontece que nós mudamos de casa no começo de janeiro (eu já falei que nossa sina é mambembe). e puta que pariu, da onde foi que surgiu taaaaaaaanta coisa. como assim? você não estava numa pegada de consumo consciente, darling?

não sei onde estava toda essa minha consciência, porque olha, eu tenho coisa pra caraleo. triste constatar isso, sabe? por um lado, vem um sentimento enorme de gratidão por ser tão afortunada e ter muito mais do que preciso, do que precisamos. por outro, vem uma certa angústia de ter comprado muito mais do que precisava, precisávamos.

eu sei que é tarde (pero no mucho) para fazer promessas de ano novo, mas eu realmente quero nesse 2015 comprar apenas o necessário. para mim, para o tom. para o o joão eu nem falo, porque casei-me com um franciscano, que nunca precisa de nada, tudo sempre está bom (benzadeus).

quem sabe eu coloque em prática um desejo antigo e aprenda a costurar? quem sabe também, eu passe a fazer mais coisas no estilo diy para minha casa? quem sabe eu ponha à prova meus talentos manuais? quem sabe, né?

o que eu sei é que nesse ritmo não dá mais pra continuar. não dá mais pra mim, pra minha família, nem pra esse mundo beirando ao colapso social, material, ecológico. até mesmo porque, no ritmo que mudamos de casa, de vida, não dá para ajuntar e acumular tanta coisa, por vezes, inútil. prefiro acumular memórias, experiências, amizades, aprendizados…

e que caia um raio e me parta ao meio se eu comprar um grampo que seja, sem necessidade.

lembrando que livros são sempre necessários e que, pra onde quer que formos, sempre daremos jeito de levar.  embora a gente sempre se arrependa. mas é só por um momento.

que eu termine esse ano que mal começou com menos tralhas. em todos os sentidos.

às vezes eu queria se como caracol, que vai com a casa nas costas.
às vezes eu queria ser como caracol, que vai com a casa nas costas.
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pra ele tudo é festa

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eles crescem

ou a constatação de que um filho está há anos-luz dos seus paisimage segunda-feira gelada e molhada. e preguiçosa. convido sem esperanças tomás para uma soneca. usando-me do seguinte argumento:

tom, quando você era bebê, eu e seu pai cantávamos assim pra você: o que que um pai pode fazer pro nenê nanar, o que que um pai pode fazer no meio da noite, pro nenê nanar…

funcionava? pergunta ele.

não, mas hoje eu tenho outra versão dessa música pra você: o que a mamãe pode fazer pro tomás cochilar, o que mamãe pode fazer ,no meio da tarde, pro tomás cochilar. gostou?

não. e depois de um tempo me diz, eu tenho uma outra versão ainda: o que o tomás pode fazer pra mamãe acordar, o que o tomás pode fazer, no meio da tarde, pra mamãe acordar.

moral da história 1: se a vida lhe dá a mão não queira o braço. seu filho insone haverá de crescer e dormir. e deixará pai e mãe também dormirem. não desejes sonecas vespertinas.

moral da história 2: seu filho crescerá, dormirá e haverá de trollar pai e sobretudo, a mãe.

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dou por encerrado e esgotado o assunto sono neste blog. volto a falar sobre ele (ou a falta dele) somente no próximo filho. combinado?

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a música, para @s afortunad@s que não a conhecem por motivo de: filhos dorminhocos

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os dias felizes

era fim de ano. depois de uma experiência triste e desagradável, daquelas que abalam nossas estruturas, nos decepcionam, eu decidi que, embora parecesse o fim do mundo, eu não me deixaria abater. como bem disse a maysa ” …se meu mundo caiu, eu que aprenda a levantar”.

e olha que eu, nem de longe, sou o ser mais otimista do mundo. mas aquela situação me mostrou tanta coisa, que se reverteu num bem tão maior mais tarde, que eu aprendi ali, que escolheria sempre procurar o lado bom e positivo das coisas.

por um lado é uma pena que a gente precise passar por experiências negativas para abrir os olhos, para aprender. bem já disse também o pessoa “… quem quer passar além do bojador, tem que passar além da dor…” a dor tem um papel transformador incrível. e eu sempre me surpreendo com nosso poder de transformação e de renovação.

naquele fim de ano não existia instagram, nem mesmo os #100happydays, mas eu decidi que dali em diante, todos os dias do ano eu escreveria um acontecimento feliz. uma felicidade por dia, todos os dias no ano.

e é muito legal reler ese meu diário de 2009 hoje, em pleno 2014. o distanciamento emocional dos fatos, os acontecimentos tão corriqueiros e aparentemente banais, que tornaram meus dias mais doces, mais suaves, mais bonitos, mais felizes. bem disse o guimarães rosa ” felicidade se acha é em horinhas de descuido”.

eu chego ao fim deste ano cansada. e às vezes, eu me pergunto: cansada do quê? a vida pode cansar, mas ir contra a vida pode cansar mais ainda. o ano foi intenso, mas muito bom. eu, nós, aprendemos muito, crescemos juntos, compartilhamos, amamos, choramos, sorrimos, planejamos, fracassamos, levantamos e cá estamos, sempre seguindo, sempre acreditando.

tivesse eu feito outro calendário da felicidade, teria ainda mais motivos para agradecer o ano que já vai terminando.

eu queria fazer um post falando sobre os muitos e lindos mercados de natal na cidade, sobre o quanto a cidade fica bonita nessa época do ano, sobre os biscoitos que temos assado… mas eu gosto tanto do período do advento, do natal aqui na alemanha, porque esse período nos convida a interiorização. lá fora faz frio, está úmido e a luz do dia se vai às quato e meia da tarde. o próprio tempo nos convida a ficarmos mais quietos, mais recolhidos. quem sabe no fim do ano que vem eu faça esse post, que tanto me é caro? aguardemos 🙂

vou me usar disso tudo e vou me despedindo do ano. vou comprar os presentes que preciso e que quero comprar, vou preparar minha casa para recebir minhas visitas tão amadas e tão esperadas para nosso natal e fim de ano, vou preparar o aniversário do meu filho, vou me preparar para receber o ano de 2015.

que promete ser um belo ano, aliás. não só pelos planos que temos, mas tembém porque desejamos que assim seja, porque queremos que assim seja.  e sobre o querer, pessoa ( de novo ele) já disse melhor do que eu :

quero, terei – se não aqui, noutro lugar que inda não sei. nada perdi. tudo serei.

e desejo que o período do advento, o natal de todxs aquelxs que lêem este post seja um tempo muito caloroso e de muito amor. e embora hoje seja doze de dezembro, e que ainda falte alguma àgua pra rolar debaixo da ponte de 2014, desejo que o 2015 de todxs seja de muitas alegrias e de muita paz.

gracias a la vida que me ha dado tanto

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e até as árvores peladas, e a vida fria e molhada lá fora tem lá sua beleza
Alemanha, Do cotidiano, Heidelberg, mambembe

Natalinas #1

Então chegou Dezembro, então chegou o frio (por essas bandas,eu digo), então é quase Natal, então…

Então que a preguiça por aqui anda grande. Lá fora a temperatura só faz descer, aqui dentro a vontade de jogar o despertador pela janela, e ficar na cama, embaixo das cobertas, só faz crescer.

Vontade de ficar no parquinho? Nenhuma, mas se não sai com moleque, moleque destrói a casa.

Mas falemos de coisas boas. Eu adoro Dezembro. Mesmo! Em Dezembro nasceu Tomás, em Dezembro tem Mercado de Natal, tem Glühwein, tem luzes, tem cidade enfeitada, tem cheiro de especiarias e confeitos no ar.

Eu não enfeitei minha casa, não. Ainda não. Já falei que vira o ano e a gente muda de casa? Então, estou falando agora. Preguiça!!!

Mas Tomás não perdoa minha preguiça, e nem deixa a gente desanimar. Neste fim de semana compraremos nossa àrvore de Natal.

Bem de leve, a casa vai ficando com cara de festividades.

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E como fica nesse frio a imensa votade de mastigar? Alface? Claro que não! Vontade de comer biscoito, chocolate, bolo, se joagr no vinho tinto e nas massas em geral todo dia… A ginástica manda lembranças, eu só mando beijo, me esqueça. Aguardemos a virada do Ano.

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Este ano decidi que faria um calendário do advento diferente. No ano passado deu um baita trampo, gastei uma grana, e o resultado foi um monte de bugiganga esquecida. Desta vez decidi comprar um pronto, com mini chocolates. Pelo menos os chocolates são meio amargos, orgânicos e com açúcar mascavo. Pouco prendada, muito preguiçosa. Eu sei. Mas o Tomás está feliz igual que nem no ano passado.

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E antes que me julguem mais pela minha preguiça, Dezembro é aniversário e Natal, ou seja, Tomás conta com presentes grandes. De maneira que pequenos chocolates estã de bom tamanho. Consumismo exagerado e acumulação de coisas desnecessárias procuramos fortemente não praticar.

No mais, o que mais pega para nós é a falta de sol e os dias cada vez mais curtos. Mas contamos com as luzes dos festejos natalinos para dar uma alegrada. E uma tapeada.

Volto com mais Natalinas.

Escrevi, não revisei. Perdoem os erros. Já falei que vou mudar de casa? Então…

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