a vida é mais, Da poesia da vida, o terceiro filho, segundinho, Tomás, uk, um bebê muda o que? tudo

Não sou eu quem me navega…

Quando a Violeta nasceu eu estava “se achany” como mãe de dois. A diferença de idade entre o Tomás e a Vivi é de seis anos, e por mais que o Tom tenha passado por umas crises por ter perdido o posto de filho único, ele adorou ter uma irmã para chamar de sua.

E o fato de eu me achar a rainha das mães de dois tudo estava exatamente nessa diferença de idade. O Tom aos seis,  entendia que eu não podia far atenção a ele naquela hora porque as demandas do bebê eram mais urgentes que uma torre de Lego. Então ele trazia os Legos para perto enquanto eu amamentava. E curtia ajudar no banho, nas trocas de fraldas….

Sem contar que quando ele estava na escola eu curtia muito a Violeta, ia em grupos de mãe e bebê, dormia quando ela dormia; e quando eu cansava do modo bebê, eu tinha um menino grande e super companheiro pra curtir.

E até dizia, ora ora, que caso tivessemos começado essa história de ter filhos mais cedo, eu até que teria um terceiro com essa mesma diferença de idade hahahaha hahaha hahaha help.

Mas, ao que tudo indica, Deus castiga mãe que se gaba. E surprise surprise,  engravidei do Martin quando a Violeta tinha 15 meses. Faz as contas aí, meu irmão. Eu fiz e me desesperei ao perceber que a diferença entre eles seria de dois anos! Que eu teria, praticamente, dois bebês em casa. Na verdade, o Martin nasceu doze dias antes da Violeta completar dois anos. Yeah, eu tenho dois arianjos; Martin do dia 01/04 e Vivi do dia 13/04.

Long story short: foi tenso. Violeta queria meu colo toda hora, dava tapas no Martin enquanto eu amamentava, passou a dormir mal, passou a gaguejar e tantas cositas mas.

Eu me senti uma mãe de merda total, sem  poder atendê-la do jeito que eu achava que ela precisava e merecia. Puerpério é o uó. Eu só fazia chorar. Por ela, por mim, pelo bebê, pelo Tomás. É verdade que amor de mãe se expande, e eu tenho certeza de que ela se sabia muito amada. A questão é que nem sempre all you need is love, né! Cada um queria uma mãe só pra si, e eu queria ser essa mãe pra cada um, porém, sem sucesso.

Long story short#2: precisamos de um tempo e muita (foca no muita) paciência para as coisas se ajeitarem, os papeis se redefinerem e as novas rotinas se enraizarem. Não foi smooth, não foi sem sangue, suor, lágrimas, muito leite materno e muitas noites insones. Mas hoje já navegamos por águas menos conturbadas.

Eles brincam muito e (brigam muito também). Temos horas de street fight e horas de abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim.

Eu sei que nem toda criança, independente da diferença de idade, reage da mesma maneira à chegada de um novo membro na família. E sei também que a relação entre irmãos é muito mais complexa do que este post pretendia alcançar.

Mas o que eu sei mesmo, é que nesta vida de mãe de três eu já não tenho certezas nenhuma. E muito menos me gabar. Deus me livre de me gabar!