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os dias felizes

era fim de ano. depois de uma experiência triste e desagradável, daquelas que abalam nossas estruturas, nos decepcionam, eu decidi que, embora parecesse o fim do mundo, eu não me deixaria abater. como bem disse a maysa ” …se meu mundo caiu, eu que aprenda a levantar”.

e olha que eu, nem de longe, sou o ser mais otimista do mundo. mas aquela situação me mostrou tanta coisa, que se reverteu num bem tão maior mais tarde, que eu aprendi ali, que escolheria sempre procurar o lado bom e positivo das coisas.

por um lado é uma pena que a gente precise passar por experiências negativas para abrir os olhos, para aprender. bem já disse também o pessoa “… quem quer passar além do bojador, tem que passar além da dor…” a dor tem um papel transformador incrível. e eu sempre me surpreendo com nosso poder de transformação e de renovação.

naquele fim de ano não existia instagram, nem mesmo os #100happydays, mas eu decidi que dali em diante, todos os dias do ano eu escreveria um acontecimento feliz. uma felicidade por dia, todos os dias no ano.

e é muito legal reler ese meu diário de 2009 hoje, em pleno 2014. o distanciamento emocional dos fatos, os acontecimentos tão corriqueiros e aparentemente banais, que tornaram meus dias mais doces, mais suaves, mais bonitos, mais felizes. bem disse o guimarães rosa ” felicidade se acha é em horinhas de descuido”.

eu chego ao fim deste ano cansada. e às vezes, eu me pergunto: cansada do quê? a vida pode cansar, mas ir contra a vida pode cansar mais ainda. o ano foi intenso, mas muito bom. eu, nós, aprendemos muito, crescemos juntos, compartilhamos, amamos, choramos, sorrimos, planejamos, fracassamos, levantamos e cá estamos, sempre seguindo, sempre acreditando.

tivesse eu feito outro calendário da felicidade, teria ainda mais motivos para agradecer o ano que já vai terminando.

eu queria fazer um post falando sobre os muitos e lindos mercados de natal na cidade, sobre o quanto a cidade fica bonita nessa época do ano, sobre os biscoitos que temos assado… mas eu gosto tanto do período do advento, do natal aqui na alemanha, porque esse período nos convida a interiorização. lá fora faz frio, está úmido e a luz do dia se vai às quato e meia da tarde. o próprio tempo nos convida a ficarmos mais quietos, mais recolhidos. quem sabe no fim do ano que vem eu faça esse post, que tanto me é caro? aguardemos 🙂

vou me usar disso tudo e vou me despedindo do ano. vou comprar os presentes que preciso e que quero comprar, vou preparar minha casa para recebir minhas visitas tão amadas e tão esperadas para nosso natal e fim de ano, vou preparar o aniversário do meu filho, vou me preparar para receber o ano de 2015.

que promete ser um belo ano, aliás. não só pelos planos que temos, mas tembém porque desejamos que assim seja, porque queremos que assim seja.  e sobre o querer, pessoa ( de novo ele) já disse melhor do que eu :

quero, terei – se não aqui, noutro lugar que inda não sei. nada perdi. tudo serei.

e desejo que o período do advento, o natal de todxs aquelxs que lêem este post seja um tempo muito caloroso e de muito amor. e embora hoje seja doze de dezembro, e que ainda falte alguma àgua pra rolar debaixo da ponte de 2014, desejo que o 2015 de todxs seja de muitas alegrias e de muita paz.

gracias a la vida que me ha dado tanto

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e até as árvores peladas, e a vida fria e molhada lá fora tem lá sua beleza
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Alemanha, Do cotidiano, Heidelberg, mambembe

Natalinas #1

Então chegou Dezembro, então chegou o frio (por essas bandas,eu digo), então é quase Natal, então…

Então que a preguiça por aqui anda grande. Lá fora a temperatura só faz descer, aqui dentro a vontade de jogar o despertador pela janela, e ficar na cama, embaixo das cobertas, só faz crescer.

Vontade de ficar no parquinho? Nenhuma, mas se não sai com moleque, moleque destrói a casa.

Mas falemos de coisas boas. Eu adoro Dezembro. Mesmo! Em Dezembro nasceu Tomás, em Dezembro tem Mercado de Natal, tem Glühwein, tem luzes, tem cidade enfeitada, tem cheiro de especiarias e confeitos no ar.

Eu não enfeitei minha casa, não. Ainda não. Já falei que vira o ano e a gente muda de casa? Então, estou falando agora. Preguiça!!!

Mas Tomás não perdoa minha preguiça, e nem deixa a gente desanimar. Neste fim de semana compraremos nossa àrvore de Natal.

Bem de leve, a casa vai ficando com cara de festividades.

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E como fica nesse frio a imensa votade de mastigar? Alface? Claro que não! Vontade de comer biscoito, chocolate, bolo, se joagr no vinho tinto e nas massas em geral todo dia… A ginástica manda lembranças, eu só mando beijo, me esqueça. Aguardemos a virada do Ano.

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Este ano decidi que faria um calendário do advento diferente. No ano passado deu um baita trampo, gastei uma grana, e o resultado foi um monte de bugiganga esquecida. Desta vez decidi comprar um pronto, com mini chocolates. Pelo menos os chocolates são meio amargos, orgânicos e com açúcar mascavo. Pouco prendada, muito preguiçosa. Eu sei. Mas o Tomás está feliz igual que nem no ano passado.

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E antes que me julguem mais pela minha preguiça, Dezembro é aniversário e Natal, ou seja, Tomás conta com presentes grandes. De maneira que pequenos chocolates estã de bom tamanho. Consumismo exagerado e acumulação de coisas desnecessárias procuramos fortemente não praticar.

No mais, o que mais pega para nós é a falta de sol e os dias cada vez mais curtos. Mas contamos com as luzes dos festejos natalinos para dar uma alegrada. E uma tapeada.

Volto com mais Natalinas.

Escrevi, não revisei. Perdoem os erros. Já falei que vou mudar de casa? Então…

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